Abre em uma nova aba
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=

Farelo de mamona é opção promissora para ruminantes

Estudo da Embrapa está testando o uso do farelo de mamona destoxificado como substituto do farelo de soja em dieta para bovinos de corte

FOTO: REPRODUÇÃO
FOTO: REPRODUÇÃO

A pesquisa e o desenvolvimento de novas alternativas nutricionais são fundamentais para garantir a evolução sustentável da pecuária. Em linha com essa visão, a Embrapa conduz um estudo pioneiro que avalia o uso do farelo de mamona destoxificado como substituto do farelo de soja na alimentação de bovinos de corte. Além de explorar o potencial nutricional desse coproduto, o estudo investiga sua capacidade de reduzir as emissões de metano entérico, um importante objetivo para tornar a pecuária mais competitiva e ambientalmente responsável.

O farelo de mamona, que possui até 45% de proteína bruta, é uma opção promissora para ruminantes, especialmente por ser mais barato que o farelo de soja. No entanto, devido à presença da ricina, uma substância tóxica, o produto precisa passar por um processo de destoxificação para ser utilizado com segurança. Testes anteriores com pequenos ruminantes indicam que o farelo de mamona destoxificado pode ser incorporado na dieta desses animais sem causar danos à saúde.

Testes que o farelo de mamona destoxificado pode ser incorporado na dieta sem causar danos à saúde (Foto: Divulgação)

Atualmente, os testes estão sendo realizados em bovinos de corte, em uma pesquisa conduzida em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Fêmeas da raça Brangus estão sendo alimentadas com diferentes níveis de inclusão de farelo de mamona, variando de 10% a 30% de substituição ao farelo de soja. O objetivo é determinar a segurança e a eficácia dessa alternativa nutricional, além de medir o impacto na emissão de metano, que é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global.

Além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, o uso do farelo de mamona pode agregar valor à produção de mamona no Brasil, que até então utilizava esse coproduto apenas como fertilizante. Com os avanços nas pesquisas, o Brasil pode se consolidar como pioneiro no uso desse insumo na pecuária, oferecendo uma solução inovadora para o setor e, ao mesmo tempo, contribuindo para o cumprimento de metas ambientais internacionais.

Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe FeedFood.

LEIA TAMBÉM:

Setor de postura está superando os desafios com sustentabilidade e nutrição

Carne bovina e suína impulsionam volume exportado

Oportunidade para instrutores em cursos de suinocultura

Você está em
Texto 100%