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Conter avanço da PSA exige união do serviço oficial e do setor

Afirmativa é do Gerente de Operações Técnicas da Agroceres PIC Latino América, Andrés Diaz

GERAL035 Porcos em fazenda em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, Brasil28/02/2008 Crédito: Paulo Whitaker/Reuters Usada em 27-02-20 Usada em 18-06-20

O vírus da Peste Suína Africana (PSA) é resistente, altamente contagioso, mas possível de combater. Seu avanço para o continente americano merece atenção, pois representa uma real ameaça à suinocultura da região. Embora a PSA seja uma doença complexa e de rápida disseminação, é possível mantê-la fora de áreas livres. Para isso é preciso robustecer os mecanismos de controle sanitário do país e as práticas de biossegurança nas granjas, um esforço que exige uma ação coordenada e colaborativa entre o serviço oficial e o setor privado.     

Essa foi em resumo a principal mensagem da palestra realizada por Andrés Diaz, epidemiologista e Gerente de Operações Técnicas da PIC Latino América, no webinar “Atualização sobre a PSA e experiências latino-americanas quanto às medidas de prevenção e enfrentamento à doença”, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Suínos (ABCS) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS).    

Explorando o tema “PSA: um olhar global sobre a real ameaça da PSA para as Américas”, Diaz apresentou um panorama sobre a atual situação da doença pelo mundo, destacando os pontos-chave que devem ser levados em consideração para um programa bem-sucedido de prevenção, controle e erradicação da doença.

Para isso, é necessário aumentar a vigilância do serviço oficial – que envolve o controle de fronteiras, portos e aeroportos – e fortalecer os protocolos de importação de insumos. Já nas granjas o único caminho seguro é o fortalecimento da biossegurança, especialmente no que se refere à entrada de visitantes, animais, alimentos e insumos”, afirma.

Estamos preparados para um surto de PSA?

De acordo com Diaz, o vírus ainda não chegou a importantes produtores da América, como os Estados Unidos e o Brasil, e é possível mantê-lo fora. Segundo o especialista da PIC, o principal risco de introdução é a entrada ilegal de produtos contaminados. Os insumos para ração também podem funcionar como uma porta de entrada da doença no país, alerta.

“Agora, mais do que nunca, temos que reforçar a vigilância e as medidas de biossegurança nas unidades de produção. Isso exige união de todos os elos da cadeia de produção de suínos. Temos muito a fazer”, finaliza Diaz.

Informação como aliada

Tendo a sanidade como um dos pilares vitais de seu negócio, a Agroceres PIC vem, há anos, fortalecendo os investimentos e suas ações de apoio ao suinocultor na área sanitária. Para tanto, além de uma equipe específica para esse fim, a empresa desenvolve continuamente diferentes materiais técnicos, como guias, manuais, sumários técnicos, vídeos e programas de treinamento e capacitação sobre biossegurança e gestão sanitária. Todos eles estão disponíveis gratuitamente no aplicativo e no site da Agroceres PIC.

Fonte: A.I.

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