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Mesa de Mercado · CEPEA
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Brasil fecha participação na SIAL Paris com US$ 452 milhões em negócios de proteína animal

Resultado é 256,7% superior ao da edição anterior; empresas participantes projetam US$ 1,017 bilhão em exportações nos próximos 12 meses.

A participação brasileira na SIAL Paris 2026 terminou com resultados expressivos para a indústria de proteína animal. Em meio a desafios sanitários, comerciais e geopolíticos, as empresas e cooperativas que integraram a ação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), consolidaram US$ 451,992 milhões em negócios durante os cinco dias do evento, realizado em Paris, na França.

O volume representa um crescimento de 256,7% em relação à edição anterior da feira. Para os próximos 12 meses, a expectativa é de que os contatos e as negociações iniciados no evento resultem em US$ 1,017 bilhão em exportações, avanço de 15,6% sobre a projeção registrada na edição passada.

Encerrada em 21 de outubro, a participação brasileira reforçou a posição do país como fornecedor internacional de carne de frango, carne suína, ovos, carne de pato e material genético avícola. Ao todo, as negociações envolveram compradores de 40 mercados, países e regiões, abrangendo destinos consolidados na Europa e na Ásia, grandes importadores do Oriente Médio, mercados em expansão na África e parceiros comerciais da América Latina, do Sudeste Asiático e da Oceania.

Diversificação de mercados e demanda por proteína brasileira

A diversidade geográfica das negociações evidencia a capacidade da indústria brasileira de atender diferentes perfis de compradores e exigências de mercado. A oferta nacional contempla desde produtos destinados ao abastecimento em larga escala até cortes e soluções customizados, com maior valor agregado e adaptados às preferências comerciais, culturais e de consumo de cada destino.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os resultados demonstram a confiança dos compradores internacionais na capacidade brasileira de fornecer alimentos com qualidade, segurança, escala e regularidade.

Segundo o executivo, mesmo diante de um ambiente internacional desafiador, a demanda por proteínas de aves e suínos permanece consistente, enquanto importadores de diferentes regiões buscam parceiros capazes de garantir previsibilidade no fornecimento e atender às exigências sanitárias e comerciais.

A presença na SIAL Paris, nesse contexto, contribuiu para fortalecer o posicionamento do Brasil como parceiro estratégico no abastecimento global de alimentos.

Participação reuniu 25 empresas e cooperativas

A ação coordenada pela ABPA reuniu 25 empresas e cooperativas em quatro espaços exclusivos, com área total superior a 670 metros quadrados.

Participaram Avenorte, Bello Alimentos, MBRF, C.Vale, Coasul, Copacol, Dália, Ecofrigo, Frigoestrela, Frimesa, GTF, Jaguafrangos, Cooperativa Lar Agroindustrial, Naturovos, Netto Alimentos, Pioneiro, RPF, Saudali, Somave, SSA, Suinco, Vibra Agroindustrial, Villa Germania, Vossko e Zanchetta Alimentos.

Também estiveram presentes com espaços próprios as associadas Seara Alimentos, Pamplona Alimentos e Aurora Alimentos.

Além das rodadas e reuniões comerciais, os estandes receberam importadores, distribuidores, autoridades, lideranças e representantes de diferentes elos da cadeia internacional de alimentos. A programação incluiu degustações de preparações à base de carne de frango e ovos brasileiros, além da distribuição de materiais institucionais sobre as empresas exportadoras e os diferenciais da produção nacional.

Promoção internacional destaca atributos da produção nacional

A participação na feira também serviu para ampliar a divulgação das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Pork, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, utilizadas na promoção internacional das carnes de frango, suína e de pato, dos ovos e do material genético avícola produzidos no Brasil.

As iniciativas destacam atributos como qualidade, sustentabilidade, status sanitário e capacidade de adaptação às demandas dos mercados importadores, com o objetivo de fortalecer a imagem da proteína animal brasileira e abrir novas oportunidades comerciais.

De acordo com Isis Sardella, gerente de marketing e promoção comercial da ABPA, a SIAL Paris permitiu às empresas aprofundar relacionamentos comerciais já existentes e estabelecer contatos com novos compradores.

A executiva avalia que os resultados refletem a importância de ações estruturadas de promoção internacional, que combinam geração de negócios, divulgação dos produtos e fortalecimento da imagem dos setores brasileiros de proteína animal.

ABPA e ApexBrasil atuam na abertura de mercados

A ABPA representa institucionalmente os setores brasileiros de avicultura e suinocultura e reúne mais de 140 empresas e entidades ligadas às cadeias produtivas. O segmento representado pela associação responde por uma pauta exportadora superior a US$ 12 bilhões.

Em parceria com a ApexBrasil, a entidade coordena projetos de promoção comercial e de imagem em mercados estratégicos, com foco na ampliação das exportações e na valorização dos produtos brasileiros.

A ApexBrasil, por sua vez, atua na promoção de produtos e serviços nacionais no exterior e na atração de investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia. Entre as iniciativas estão a participação em feiras internacionais, missões comerciais, rodadas de negócios e ações de aproximação entre empresas brasileiras e compradores estrangeiros.

Os projetos setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilian Pork integram essa estratégia de internacionalização. Atualmente, cerca de 62 empresas participam das iniciativas, que buscam ampliar a presença da proteína animal brasileira no mercado mundial e gerar novas oportunidades para os exportadores.

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