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Mercado de rações registra alta de 3% em 2019

Perspectivas para 2020 são de estabilidade no cenário positivo

Perspectivas para 2020 são de estabilidade no cenário positivo

“Começamos esse ano com incertezas”, relata o CEO do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zani, durante coletiva realizada na capital paulista na última quinta-feira (12). Na ocasião foram apresentados os balanços do setor até o terceiro semestre e as projeções para o próximo ano.

O mercado de rações para frangos de corte apresentou uma alta até o terceiro semestre deste ano de 2,9%, chegando a uma demanda de 24,6 milhões de toneladas de rações entre janeiro a setembro. Em postura, apesar de uma expectativa de forte crescimento, a produção de rações para poedeiras alcançou 4,8 milhões de toneladas e recuou 1,4%.

Entre as altas está o setor aquícola. A produção de rações para peixes e camarões durante o primeiro semestre somou 940 mil toneladas. A carcinicultura apresentou uma alta de 7%, enquanto a piscicultura atingiu os 5% no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

A demanda por rações para suínos somou 12,5 milhões de toneladas, 4,4% maior que os três primeiros trimestres de 2018. Já a produção das rações para bovinos de corte foi de 2,1 milhão de toneladas e revelou incremento de 2,7%, incentivada sobretudo pela valorização crescente da arroba no segundo semestre. A pecuária leiteira demandou 4,5 milhões de toneladas no período, registrando um avanço de 4,5%.

Perspectivas para 2020. Durante o encontro, o presidente do Sindirações, Ricardo Araújo, falou de uma expectativa de melhora na economia baseado em fatores como regulação e desburocratização de processos. “Nós estamos vendo o governo com ações concretas pró desburocratização. O governo vem trabalhando na questão regulatória e estaremos vislumbrando os resultados nos próximos anos”, argumenta.

Na visão de Zani, o cenário também é positivo, com previsão de soja novamente obtendo safra recorde, mesmo com a demanda baixa por conta da retração dos embarques do insumo para a China, fator que alancará a disponibilidade do produto no mercado interno. “As perspectivas são boas, mas fatores precisam acontecer para melhorar o interesse e o investimento A agropecuária demanda dinheiro externo. Não temos capital aqui para fazer o que é necessário na infraestrutura, precisamos do dinheiro externo e a China pode ser um grande parceiro”, pontua.

Fonte: Sindirações, redação equipe feed&food.

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