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Brasil deve ampliar produção de aves e suínos ainda em 2022

Em coletiva de imprensa, ABPA apontou números para o restante do ano e início do seguinte

Wellington Torres, da redação

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Ao analisar o primeiro semestre do ano e elucidar o que deve acontecer na segunda metade, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) realizou coletiva de imprensa. A iniciativa, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (28), de forma on-line, apresentou dados referentes as produções de aves e suínos.

Como pontuou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a produção de frango deve saltar de 14,329 milhões de toneladas, em 2021, para algo entre 14,350 e 14,500, neste ano – alta de até 1,0%. Em exportação, os números podem passar de 4,610 milhões de toneladas para algo entre 4,700 e 4,900, na mesma comparação – crescimento de até 6,0%.

Quando o assunto é consumo per capita da proteína, estima-se estabilidade, mantendo os 45,5 kg de 2021 em 2022. No entanto, para 2023, a ABPA espera um crescimento de até 2,0%, com 46,0 kg.

Para a produção suína, a Associação destaca crescimento entre os dois anos, passando de 4,701 milhões de toneladas par algo entre 4,850 e 4,950, alta de até 5,0%. No entanto, ao que se refere aos embarques, o cenário não é tão positivo, com possível recuo de até 3,0%, passando de 1,137 milhões de toneladas para 1,050 a 1,100.

O consumo per capita deve saltar de 16,7 kg para até 18,0 kg, crescimento de até 8,0%. Para 2023, espera-se uma leve alta, em 18,3 kg.

“Há um novo patamar nos preços dos alimentos, e não é só no Brasil. A inflação no País é muito menor que em outros, dos quais ela é mais intensa e deve se manter de maneira mais impactante neste restante de 2022 e início 2023 pela continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia – um problema bastante sério para todo o mundo e que deve aumentar as importações”, analisou o presidente.

Ainda segundo Santin, a alimentação passa a ser o item com maior impacto na vida das famílias, principalmente das mais pobres: “cresceu no mundo inteiro os custos do petróleo, insumos, milho, farelo e assim por diante”.

“Ainda veremos outros custos que impactam na manutenção dos níveis de preços para o consumidor dos produtos nacionais”, alertou Santin, ao ponderar que, com o milho tendo uma boa safra, os preços do frango, suíno e ovos não precisarão subir tanto, graças aos repasses controlados.

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