in

Avicultura acredita em melhora do setor em 2019

Alta dos insumos e greve dos caminhoneiros estão entre entraves registrados

Alta dos insumos e greve dos caminhoneiros estão entre entraves registrados

O último ano foi marcado por dificuldades no agronegócio brasileiro, a greve dos caminhoneiros e os insumos em alta, são fortes exemplos desta barreira. Entretanto, o setor está otimista e vê uma possível melhora em 2019. Para o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), José Antônio Ribas Júnior, a retomada do crescimento iniciará em 2019, mas, o período ainda será de dificuldades.

“Temos a expectativa de um 2019 melhor. Sairemos desta crise política, social e econômica. O País precisa retomar o rumo do desenvolvimento. Afinal, em grande parte dependemos apenas de nós mesmos. A boa notícia é que há fatos novos, mercados se abrindo e uma reversão de expectativas em virtude do novo governo que foi democraticamente eleito. Todos os brasileiros merecem dias melhores. Somos um povo trabalhador”, enfatiza o gestor da entidade.

Ribas também salienta que as projeções para 2019 são realistas e a entidade acredita que será um ano ainda difícil, mas que reverte a tendência ruim que estavam inseridos. “Lentamente, a economia deve retomar o crescimento. Há um ambiente otimista para investimentos. Especificamente no setor, vamos em busca de ampliar mercados, retomar o espaço perdido na Europa e, teremos um cenário de grãos mais adequado”, coloca.

Novo governo. A reforma da Previdência, a continuidade da simplificação das relações trabalhistas, reforma política e tributária, são medidas citadas pelo presidente da entidade como forma de tornar o Estado mais enxuto e eficiente.

“O agronegócio é gerador de riqueza. O empresário brasileiro merece respeito e apoio. Com esta mentalidade iremos recolocar o País numa agenda positiva de desenvolvimento econômico e social. As políticas agrícolas para grãos e para financiamento da modernização tecnológica da cadeia produtiva são temas relevantes. Há muitos estudos e temos que implementar alternativas para os custos logísticos de movimentação dos grãos”, elucida Ribas.

Em relação ao novo ministério, o presidente da associação comenta que ela contará com todo o apoio do setor. “Precisamos crescer, e não há outro caminho que não seja com trabalho. Se deixarmos a iniciativa privada trabalhar e não criarmos tantos obstáculos, o resultado será um país melhor. Quero enfatizar a necessidade de investimentos na segurança sanitária em nossas cadeias produtivas, com ações de controle de fronteiras, ampliação da capacidade de diagnóstico para capacitar reações rápidas e eficientes, e qualificação das ações contingenciais para crises”, enfatiza.

Desafios de 2018. A greve dos caminhoneiros é apontada por Ribas como um fator que dilacerou o sistema de produção de aves e suínos. De acordo com Ribas, ocorreram perdas na produção, na produtividade, gerando aumenta o de custos, impactos que não se restringiram apenas ao período de greve.

“O pós-greve seguiu trazendo suas consequências, entre elas a tabela de frete mínimo ainda em debate.  Custos que se adicionam a uma conta que o setor não consegue pagar. Ainda vivemos embargos de mercados e uma reacomodação do sistema oficial de fiscalização que precisa de ajustes, sob pena de inviabilizar a produção nacional”, comenta o presidente. 

Fonte: A.I., adaptado pela equipe feed&food.

Evance renova apoio à Poultry Fair

Confira a agenda de Tereza Cristina nos EUA