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Produtores paranaenses de pescado visam mercado halal

Profissionais estão nos trâmites finais para iniciar tratativas com países muçulmanos

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REPRODUÇÃO

De maneira robusta e eficiente, a produção paranaense de pescados visa expandir cartela de importadores de tilápia. Neste cenário, oportunidades de negócios com produtos halal chamam atenção.

Como destaca a certificadora da América Latina, CDIAL Halal, cinco produtores integrantes da Associação dos Produtores dos Lagos do Iguaçu, localizada em Nova Prata do Iguaçu (PR), estão nos trâmites finais para iniciar tratativas com países muçulmanos.

O fundador da Associação e hoje vice-presidente, Jean Carlo Kuligowski, explica que a união dos produtores, que aconteceu em 2013, até então atendia apenas o mercado interno, mas os planos começaram a ganhar novos traços. “Começamos a pensar em exportar e vimos que o mercado halal tem bastante potencial para os peixes brasileiros”, explica Jean.

A mudança de posicionamento caminha de encontro ao desenvolvimento robusto do setor, que, segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), em 2021 produziu 534.005 toneladas de tilápia. O montante representou um aumento de 9,8% em relação ao ano anterior, colocando o pescado como responsável por 63,5% da produção nacional de peixes de cultivo.

Para os embarques ocorrerem, de fato, os produtores querem elevar o patamar de qualidade e segurança dos peixes brasileiros. Além da certificação halal, que está em processo final pela CDIAL Halal), a Associação também está em processo de finalização também da certificação junto ao órgão de defesa sanitária estadual para aprimoramento e realização de adequação de todas as práticas sanitárias que garantem rastreabilidade, controle e manejo de todo o processo produtivo.

“Este é um protocolo sanitário pioneiro na piscicultura do País, que fizemos questão de requisitar para elevarmos o grau de atendimento das boas práticas e, juntamente com o selo halal, garantir segurança da propriedade até o processamento nas plantas frigoríficas para atender a todas as exigências do mercado muçulmano”, completa o Gerente de Produção e Projetos da Piscicultura Caxias, Alexandre Marcelo Baumann

Em reforço a empreitada, o Diretor de Operações da CDIAL Halal, Ahmad Saifi, afirma que o Brasil tem potencial e oportunidade para abastecer o mercado muçulmano, como a Jordânia, “que demonstrou interesse por todas as espécies de peixes brasileiros”.

“Este é um mercado gigantesco: são mais de 200 milhões de pessoas que residem nos 22 países que compõem a Liga Árabe. Temos quem quer vender e aqueles que querem comprar, então temos um enorme potencial e a certificação halal é o caminho para quem deseja ingressar neste mercado”, alerta o Diretor.

Imagem Jack Guez AFP

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