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Nos passos do auditor fiscal federal agropecuário: o que faz o profissional?

Saiba mais sobre o trabalho vital dos guardiões da qualidade na agricultura brasileira
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Patrícia Bragante | patricia@dc7comunica.com.br

A atuação dos auditores fiscais federais agropecuários no Brasil remonta há mais de 140 anos, marcando uma trajetória necessária para a segurança alimentar e sanitária do País. Porém, embora as funções tenham começado a mais de um século, foi apenas no dia 30 de junho de 2000 que a carreira foi oficialmente consolidada por meio de uma medida provisória, conforme relembra o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

Na data, sob a denominação de fiscal federal agropecuário, todas as profissões envolvidas na fiscalização agropecuária, como médicos-veterinários, engenheiros agrônomos, químicos, farmacêuticos e zootecnistas, foram unificadas. O marco reconheceu a importância da atuação desses profissionais para a economia e a saúde pública nacional.

Em 2004, a Lei 10.883 reestruturou as competências dos auditores fiscais federais agropecuários. Em 2012, a categoria conquistou o subsídio em vez do sistema anterior de vencimento básico mais gratificação, equiparando-se a outras carreiras de estado. Em 2016, foi oficializada a denominação atual da profissão como auditor fiscal federal agropecuário.

“Que este dia seja de reconhecimento merecido pelo serviço exemplar que prestam à nação”, frisa Janus Pablo Macedo (Foto: divulgação)

A consolidação e evolução da carreira

“É uma data muito importante porque é um marco da criação da carreira, que antes era regida ou realizada por formações individuais. Nós comemoramos esse dia para lembrar daqueles que por meio de muita luta conseguiram a regulamentação da carreira. Também é uma data importante porque nós conseguimos apresentar para os mais novos que a carreira cresce com a participação dos filiados e filiadas”, frisa Janus.

O presidente ainda reforça que é essencial lembrar que os auditores fiscais federais agropecuários devem permanecer ativos, atentos e participativos para sustentar o nível atual da carreira e buscar novos patamares dentro do serviço público brasileiro. “Nós não conseguimos a evolução dela sem a luta e sem o envolvimento das nossas bases”, completa.

A importância da representação sindical

O Anffa Sindical, por sua vez, evoluindo da Associação Nacional para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, surgiu em meados de 2005/2006 através da necessidade de representação sindical, desempenhando um papel crucial na defesa dos interesses da categoria, negociando com o governo questões salariais e condições de trabalho.

Para atender as demandas crescentes da agropecuária brasileira, sugere-se a contratação de 1.600 novos auditores fiscais federais agropecuários (Foto: divulgação)

A atuação e o impacto na sociedade

“Nós trabalhamos monitorando, fiscalizando, auditando e inspecionando toda a cadeia produtiva da agropecuária brasileira, desde a matéria-prima, até o produto acabado. Nossa atuação tem um impacto gigantesco na segurança dos alimentos e na saúde pública do Brasil, porque são os auditores fiscais federais agropecuários que garantem a conformidade dos alimentos ao realizarem, por exemplo, inspeções regulares que ajudam na prevenção da contaminação”, detalha Janus.

Os profissionais são responsáveis pela realização de análises que garantem a conformidade dos alimentos com os mais rigorosos padrões de qualidade. Eles operam nos laboratórios de defesa agropecuária, onde conduzem essas análises e monitoram os produtos, atuando também em situações de emergência sanitária, como surtos de doenças como influenza aviária, peste africana ou pragas como a mosca das frutas, para proteger tanto a saúde pública quanto a economia brasileira.

Os desafios e oportunidades na profissão

Neste cenário, o presidente da Anffa relata que o maior desafio enfrentado atualmente é a necessidade de novos auditores fiscais federais agropecuários: “Os nossos colegas estão saturados com relação à carga de trabalho semanal, extrapolando as 40 horas semanais. Os profissionais trabalham muitas vezes sábado, domingo e feriado para garantir a qualidade da produção de alimentos consumida internamente e a exportada para mais de 190 países. Hoje nós temos em torno de 20% dos auditores já com tempo para aposentadoria. Nós precisamos de 1.600 novos auditores para atender as demandas crescentes da agropecuária brasileira”.

Os profissionais são responsáveis pela realização de análises que garantem a conformidade dos alimentos com os mais rigorosos padrões de qualidade (Foto: divulgação)

Por outro lado, Janus avalia que a tecnologia tem se tornado fundamental na automação dos processos e prospecta: “No futuro próximo, precisamos de sistemas unificados que  conversem entre si, porque o que temos hoje são vários sistemas que muitas vezes não são interligados o que dificulta o serviço prestado pelos auditores fiscais federais agropecuários, tomando tempo. Falta, hoje, um sistema robusto que venha a agregar todas as áreas que compõem o Ministério da Agricultura e que dê uma interface amigável para o usuário”.

O compromisso com o futuro

Por fim, a data além de comemorar as conquistas passadas, reafirma o compromisso da categoria com o futuro, assegurando a qualidade e a segurança dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

“Os auditores fiscais federais agropecuários são fundamentais para o desenvolvimento sustentável e para a proteção do nosso patrimônio agropecuário. Que este dia seja de reconhecimento merecido pelo serviço exemplar que prestam à nação. Gostaria de desejar a todos um feliz dia dos auditores fiscais federais agropecuários”, celebra o presidente ao concluir.

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