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Especialista aborda capacitação no agro em meio à pandemia

Paulo Rigolin é vice-presidente da Alltech na América Latina

Paulo-Rigolin

O desenvolvimento do agronegócio brasileiro só foi possível por estar embasado pela educação. Nos últimos cinquenta anos, também foi a capacitação continuada e a ciência que impulsionaram e aceleraram o seu crescimento. Com contribuições inovadoras de profissionais do setor, que têm gana de revolucionar, essa indústria pôde se consolidar como uma das mais importantes para o país e fundamental para o mundo.

Entretanto, no último ano, as adaptações impostas pela pandemia da Covid-19, impactaram na forma de se relacionar, transformando os processos de capacitação, profissionalização, treinamento e educação na agroindústria. E, ao passo que nos trouxe desafios, como a nova forma de se comunicar por meios digitais, mantendo a qualidade dos debates e a atenção do público, também acelerou a utilização de tecnologias que não eram priorizadas, já que os encontros presenciais sempre tiveram grande importância no setor.

O aprimoramento dessas ferramentas também foi essencial. Ao longo deste último ano, vimos diversas plataformas com capacidade de transmitir desde reuniões e treinamentos internos até grandes eventos de maneira online. Cito como exemplo o Alltech ONE: Simpósio de Ideias, encontro global realizado anualmente pela empresa em Kentucky (EUA). Com a preparação de estrutura e equipe, foi possível criar um espaço 100% virtual para a transmissão dos debates, que reuniu mais de 21 mil pessoas.

Desenvolver esses novos formatos traz um impacto enorme ao setor. No simpósio, foi possível contar com participantes de mais de 118 países e, dessa forma, promover discussões globais. Uma pessoa, poderia estar em uma fazenda em qualquer região, entendendo a necessidade de mercados como da Ásia, por exemplo, e enxergando possibilidades de como adaptar seu sistema produtivo para atender a esses consumidores, tudo com tradução simultânea para o português e o espanhol. Esta foi uma grande iniciativa da Alltech durante a Covid-19 para toda a agroindústria, e foi algo muito natural, uma vez que promover novos meios de transmitir conhecimento faz parte do DNA da empresa e é uma das ações que reforçam nosso compromisso com os objetivos do desenvolvimento sustentável da ONU no qual nos comprometemos, especialmente o que trata sobre educação de qualidade.

Outra vantagem é a comodidade que estas adaptações permitiram. Com a eliminação da necessidade de deslocamento, foi possível realizar com mais facilidade treinamentos internos de equipe e idealizar eventos menores, para chegar a públicos específicos. Neste caso, as discussões regionais também são fundamentais para entender as necessidades da indústria em determinadas localidades.

Vale destacar que o acesso à internet nas áreas rurais vem crescendo a cada ano, permitindo que o produtor e agentes do setor, que vivem nestas regiões, consigam usufruir dos formatos digitais para acesso à informação, mas ainda é preciso avançar. Nesse sentido, observamos um foco das grandes empresas de tecnologia no agronegócio, visando melhoria a velocidade e transmissões de dados.

Sendo assim, muitas destas mudanças vieram para ficar! Será inevitável e importante que quando possível, as pessoas voltem a se encontrar e se reunir em eventos de treinamento e capacitação, isso faz parte da cultura do agronegócio. Entretanto, os benefícios encontrados com essas adaptações impactaram positivamente no segmento, o que nos faz enxergar modelos híbridos de educação e capacitação como tendência.

Autor: Paulo Rigolin, vice-presidente da Alltech na América Latina 

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