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CMA aprova projeto que regulamenta mercado de carbono

Novo substitutivo exclui o agronegócio de obrigações previstas no SBCE
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FOTO: REPRODUÇÃO

O projeto de lei (PL) 412/2022, aprovado por unanimidade pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), regulamenta o mercado de carbono no Brasil. Ação foi apresentada pela senadora e presidente da CMA, Leila Barros (PDT-DF), na última quarta-feira (04). O novo substitutivo exclui o agronegócio de obrigações previstas no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

O SBCE prevê cotas de emissão anual de gases de efeito estufa distribuídas aos operadores. O objetivo é incentivar a redução das emissões, atendendo a determinações da Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187, de 2009) e acordos internacionais firmados pelo País. De acordo com a proposição, quem reduzir as próprias emissões pode adquirir créditos e vende-los a quem não cumprir suas cotas.

Segundo o PL 412/2022, ficam submetidas ao SBCE as empresas e pessoas físicas que emitirem acima de 10 mil toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e) por ano. Esses operadores devem monitorar e informar suas emissões e remoções anuais de gases de efeito estufa. Quem emitir mais de 25 mil tCO2e também deve comprovar o cumprimento de obrigações relacionadas à emissão de gases.

A votação da matéria ocorreu após um acordo firmado com a Frente Parlamentar da Agropecuária, que sugeriu emendas ao texto. A última versão do relatório trouxe novos parágrafos que não consideram a produção primária agropecuária como atividades, fontes ou instalações reguladas e submetidas ao SBCE. Outro dispositivo aprovado, retira do sistema as emissões indiretas decorrentes da produção de insumos ou de matérias-primas agropecuárias.

“O mérito das emendas reflete o que se observa nos principais mercados regulados de carbono em que a agropecuária não é incluída na regulação, sobretudo pela importância do setor para a segurança alimentar e pelas muitas incertezas ainda existentes na metodologia de estimativa de emissões. Entendemos que mais importante do que regular atividades agropecuárias é incentivar a difusão de técnicas de agricultura de baixo carbono que, ao mesmo tempo, aumentem a renda do produtor rural, tornem os sistemas rurais mais resilientes aos efeitos adversos da mudança do clima e proporcionem redução e sequestro de emissões”, afirma a senadora.

A matéria segue para a Câmara dos Deputados, a menos que haja pedido para votação no Plenário.

Fonte: Agência Senado, adaptado pela equipe FeedFood.

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