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Bacon: suculento, rentável e … saudável?

Mitos que permeiam setor suinícola põe em xeque a saudabilidade da proteína

Mitos que permeiam setor suinícola põe em xeque a saudabilidade da proteína


Gabriela Salazar,
 da redação

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De coadjuvante a protagonista dos cardápios, o bacon ocupa sua parcela na alimentação mundial. No Brasil, a produção anual, de acordo com mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), chega a um faturamento de R$ 4 bilhões. Além de saboroso e rentável, o processado também pode romper os mitos e integrar a dieta dos mais preocupados com a saúde.

Entretanto, peço licença neste Dia Mundial do Bacon para falar também de sua origem: a carne suína. Ela, como um todo, vive, por vezes, o ônus de ser posta pelo consumidor final como uma segunda opção dentre as demais proteínas de origem animal, o motivo está relacionado a mitos que permeiam a suinocultura.

A ideia de que a carne não seja tão saudável quanto as demais vem da lembrança da produção suinícola em tempos com menos tecnologia, em que o produto ainda continha alto teor de gorduras e menores condições sanitárias.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, destaca que após décadas de melhoramento animal, com adoção de tecnologia de ponta para definir os melhores cruzamentos e o aproveitamento dos animais de alto valor genético, fizeram com que os suínos não somente perdessem mais de 35% da gordura corporal, mas também proporcionaram a melhoria da conformação da carcaça com cortes nobres.

“Hoje o rebanho tecnificado brasileiro detém status sanitário privilegiado e há um controle de toda cadeia de produção, garantindo uma carne saudável, saborosa e nutricionalmente muito rica. Não à toa a carne que exportamos para mais de 90 países é produzida com os mesmos padrões sanitários para o consumidor brasileiro”, explica Lopes.

Suíno Light. O nutricionista, Leonardo Shimizu, ressalta as propriedades nutricionais da carne suína, enfatizando, que até mesmo processados, como o bacon, possuem importantes vitaminas como A, D e cálcio, ainda que em quantidades menores.

Um artigo publicado pela ABCS também reforça a adoção de tecnologias para o desenvolvimento de uma carne com menor teor de gordura, colesterol e calorias. Exemplo citado no texto faz menção ao estudo encabeçado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com cooperativas, que lançou no mercado o macho suíno Embrapa MS58 (mínimo de 58% de carne magra na carcaça).

O resultado foi obtido, de acordo com o artigo, por meio do melhoramento genético e cruzamentos entre diferentes raças, resultando num bem-sucedido esforço de melhoramento genético direcionado para a redução do teor de gordura nas carcaças concomitante ao incremento de outros aspectos nutricionais da carne suína. O avanço do programa deu origem ao macho Embrapa MS60 (mínimo de 60% de carne magra na carcaça). Já em 2004, o suíno light foi responsável por 8% de todos os suínos abatidos no País.

Como quebrar o mito? Em relação as demais carnes, a suína representa 15% do total consumido no Brasil, de acordo com informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), atualmente, o volume de consumo per capita anual é de 15,9 kg.

Como uma forma de reverter o baixo consumo interno, campanhas que visam propagar os benefícios da carne suína são lideradas por entidades. A Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), por exemplo, é uma campanha nacional realizada pela ABCS.

Neste ano, durante o período de 26 de setembro a 13 de outubro, a entidade reunirá as principais redes de varejo do Brasil para participarem desta iniciativa que transferirá ao consumidor informações a respeito do sabor, valor nutricional, segurança alimentar e qualidade na cadeia de valor da carne suína.

“Assim como as outras carnes e cortes sempre indicamos que haja um bom número de opções para que haja uma rotatividade de nutrientes e vitaminas, algo em torno de duas vezes na semana para pessoas saudáveis”, elucida Shimizu.

Para o nutricionista, a dieta “saudável” exige além de uma variação do cardápio, a introdução de alimentos que agradem o paladar do consumidor. E para cumprir essa meta, nada melhor que deliciar peças suculentas e, ao mesmo tempo, com valor nutricional.

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