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Aproximação entre ABPA e Peixe BR deve potencializar tilapicultura

Iniciativa foi comentada pelo presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros

REPRODUÇÃO

Wellington Torres, de casa

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Independentemente de qualquer situação ou setor produtivo, a expressão “união faz a força” – e o ato, é claro – são sempre bem-vindos. Como prova disso, por meio de anúncio realizado no dia 28 de outubro, a Peixe BR – Associação Brasileira de Piscicultura e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) firmaram aproximação.

A iniciativa, que deve causar mudanças interessantes para o setor produtivo de pescado nacional, foi comentada à nossa equipe pelo presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros.

Segundo o profissional, a ABPA é uma associação que já tem uma expertise muito grande com duas das principais proteínas de origem animal no Brasil, a avicultura e suinocultura. “Nós lembramos que há alguns anos foi iniciado um trabalho de estruturação, principalmente da avicultura, e como resultado nós temos hoje uma produção muito significativa de produtos e consumo no mercado interno, mais principalmente uma participação no mercado externo muito grande e com bastante competitividade”.

“O que nós esperamos com essa parceria, neste primeiro momento, é ganhar competitividade para a tilapicultura, para a produção de tambaqui, porque são espécies que hoje nós estamos produzindo em volume significativo com ganhos de competitividade e agora precisamos e vamos avançar mais rapidamente”, destacou Francisco.

Para ele, o mercado internacional, especificamente com relação à tilápia, “tem uma dependência do mercado chinês, que tem reduzido as exportações para atender a demanda interna, o que abre uma janela muito grande para o nosso produto”.

“É lógico que nós ainda temos que ganhar competitividade em alguns produtos. Mas a expertise da ABPA, principalmente com as operações de exportações, seja em feiras, em negociações e principalmente junto ao Ministério da Agricultura resolvendo alguns entraves que nós temos relativo à exportação, pode contribuir principalmente para ganharmos esse mercado internacional com velocidade”, explicou, ao relembrar “que hoje, somos a cadeia de proteína animal que mais cresce no Brasil e percentualmente temos os maiores avanços na questão da exportação também”.

O que muda no mercado interno?

Ao ser questionado sobre os impactos da aproximação dentro do mercado interno, o presidente ressaltou que neste cenário há “uma ação bastante especifica que é a ‘Coma Mais Peixe’, que tem o objetivo de mostrar para o consumidor a facilidade no preparo dos peixes de cultivo, principalmente a tilápia e o tambaqui”.

“Observamos que muitas vezes consumidores não sabem como preparar o peixe.  É uma ação, não só diretamente da Peixe BR junto ao mercado consumidor, mais principalmente uma ação que é desenvolvida pelas empresas associadas e frigoríficos, melhorando a comunicação, desde as embalagens”, contou, ao reforçar que estão trabalhando no mercado interno comunicando e falando diretamente com consumidores.

O mesmo ainda reiterou que o crescimento da produção de peixes de cultivo no brasil tem, nos últimos anos, chegado nos dois dígitos. Mais especificamente da tilapicultura, “que hoje representa mais de 60% de tudo que a gente cultiva, ou seja, a cada 10 quilos de peixe de cultivo consumido no Brasil 6 quilos são de tilápia”,

“Esperamos terminar essa década como segundo maior produtor de tilápia do mundo, com algo em torno de mil a mil e duzentas toneladas. As expectativas são boas, o que nós planejamos anteriormente está se cumprindo e acreditamos que isso vai continuar. Nossos maiores desafios são os de marco regulatório, tanto do governo estadual quanto do governo federal, que teve avanço significativo nos últimos 24/36 meses”, comemorou.

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