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Agricultura nacional atrai Emirados Árabes

Delegação veio ao Brasil e conheceu trabalho científico no setor na sede da Embrapa

Delegação veio ao Brasil e conheceu trabalho científico no setor na sede da Embrapa

Uma visita a sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília (DF), foi realizada pela comitiva dos Emirados Árabes Unidos (EAU) na última quarta-feira (02). A equipe é formada pela Ministra de Segurança Alimentar, Mariam Al Mehairi, e a Embaixadora dos Emirados Árabes Unidos no Brasil, Hafsa Al Ulama, entre outros representantes diplomáticos.

A visita teve como objetivo conhecer melhor o papel da pesquisa agropecuária no crescimento do agronegócio brasileiro, que hoje é responsável por mais de 23% do PIB nacional. A delegação foi recebida pelo presidente da Empresa, Sebastião Barbosa, e pelo diretor de Pesquisa e Desenvolvimento, Celso Moretti.

O setor agrícola daquele País, que abrange sete emirados, ainda é pouco expressivo, representando apenas 0,7% do PIB. O principal objetivo é mudar esse cenário com foco na ciência e tecnologia, atraindo investimentos para o setor.

A ministra acredita que a tecnologia é o único caminho capaz de mudar esse panorama nos EAU. Por isso, ela veio conhecer de perto a experiência de sucesso da agricultura brasileira, que em 40 anos transformou o País de importador de alimentos em um dos mais importantes players do agronegócio mundial.

Durante a visita, o diretor de P&D da Embrapa endossou o papel determinante da ciência no desenvolvimento da agricultura nacional. Segundo ele, na década de 1970 a tecnologia vinha dos países de clima temperado, o que não se adequava à realidade brasileira.

O diretor de P&D explica que é difícil calcular a participação privada em termos financeiros, mas explicou que hoje estão em execução mais de 400 contratos em parceria com o setor privado. Além da produção de bovinos, outro dado salta aos olhos do público quando se fala em pecuária é a avicultura, que cresceu 59 vezes nas últimas quatro décadas. “Hoje, existem no Brasil 273 instituições de ensino dedicadas à ciência agrícola”, comenta Moretti.

Esse dado despertou muito a atenção da Ministra, já que para ela é premente aumentar o interesse dos estudantes dos Emirados Árabes na área agrícola. Al Mehairi acredita que ciências de ponta podem ajudar nesse sentido. Segundo o diretor da entidade, as disciplinas tradicionais empregadas na pesquisa, como biologia (genética), estatística, química, física e engenharia vêm se alterando ao longo dos últimos anos, recebendo contribuições de áreas correlatas ou totalmente novas.

A nova “caixa de ferramentas” da pesquisa e do desenvolvimento contém edição genômica, biologia sintética, análise de grandes massas de dados, o “big data”, computação em nuvem, robótica, computação cognitiva, inteligência artificial, dentre outras.

Já Al Mehairi demonstra muito interesse também na parte financeira da pesquisa agropecuária e na participação do setor privado no orçamento da Embrapa. Hoje, a Empresa conta com um montante de US$ 1 bilhão, quase 100% provenientes do Tesouro Nacional.

Participação. A presença dos produtores rurais brasileiros na preservação ambiental também instigou a curiosidade das representantes dos EAU. Ao contrário do que é propagado pela mídia internacional, o Brasil preserva hoje mais de 66% de sua área produtiva, o que equivale à superfície de aproximadamente 48 países da Europa.

“Graças à legislação brasileira, que inclui também o Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, hoje mais de 25% – 218 milhões de hectares – do Território Brasileiro estão preservados, o que representa um impacto econômico de US$ 750 bilhões”, enfatiza Moretti.

Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe feed&food.

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