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Vacinação mitiga impactos causados por Salmonella

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A Salmonella pode trazer prejuízos econômicos para a granja, associados principalmente aos custos de tratamento dos animais doentes e ao menor ganho de peso dos leitões, tanto dos que apresentam infecção clínica quanto daqueles assintomáticos (Andres & Davies, 2015). Por ser uma bactéria de difícil controle, com alta resistência no ambiente e capaz de causar infecções subclínicas nos animais, mitigar seus impactos não é tarefa fácil (Andres & Davies, 2015). As medidas de biossegurança isoladas podem não ser suficientes, mas quando associadas à vacinação, o cenário pode mudar.

As vacinas para salmonelose são empregadas com o objetivo de reduzir os sinais clínicos dos animais infectados, prevenir a colonização intestinal, reduzir a sua disseminação ambiental e minimizar o risco do desenvolvimento de um estado de carreador dos animais (Andres & Davies, 2015. Por ser uma bactéria intracelular facultativa, espera-se que as vacinas estimulem tanto a resposta imune humoral, com produção de anticorpos IgA, quanto celular (de la Cruz et al, 2017). Devido a esta característica, as vacinas vivas atenuadas são preferidas, pois são capazes de gerar uma resposta imune celular mediada (Andres & Davies, 2015). Porém, estudos recentes têm demonstrado que as vacinas mortas são efetivas na redução da colonização da bactéria nos tecidos dos leitões e na redução da sua disseminação pela granja, além de serem mais seguras (De Ridder et al, 2013; Moura et al, 2021).

Além disso, a vacinação dos animais pode ajudar na redução do uso de antimicrobianos e na redução de gastos do produtor, além de contribuir para um menor surgimento de bactérias resistentes a antibióticos (Ostanello & De Lucia, 2020). Do ponto de vista econômico, Farzan e Friendship (2010) demonstraram que grupos de leitões que receberam vacina para Salmonella Typhimurium tiveram maior ganho de peso do que o grupo de animais não vacinados.

Portanto, as vacinas são uma alternativa segura e eficaz no controle da salmonelose, quando associadas a um bom programa de biossegurança. A vacinação é capaz de reduzir a pressão de infecção na granja e mitigar impactos em produtividade, reduzindo também custos com atendimento veterinário e medicamentos.

Referências

Andres, V. M., & Davies, R. H. (2015). Biosecurity Measures to Control Salmonella and Other Infectious Agents in Pig Farms: A Review. Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety14(4), 317–335. https://doi.org/10.1111/1541-4337.12137

de la Cruz, M. L., Conrado, I., Nault, A., Perez, A., Dominguez, L., & Alvarez, J. (2017). Vaccination as a control strategy against Salmonella infection in pigs: A systematic review and meta-analysis of the literature. Research in Veterinary Science114, 86–94. https://doi.org/10.1016/j.rvsc.2017.03.005

De Ridder, L., et al. Evaluation of three intervention strategies to reduce the transmission of Salmonella Typhimurium in pigs. The Veterinary Journal (2013), http://dx.doi.org/10.1016/j.tvjl.2013.03.026

Farzan, A., & Friendship, R. M. (2010). A clinical field trial to evaluate the efficacy of vaccination in controlling Salmonella infection and the association of Salmonella-shedding and weight gain in pigs. Canadian Journal of Veterinary Research74(4), 258-263.

Moura, E. A. G. de O., Silva, D. G. da, Turco, C. H., Sanches, T. V. C., Storino, G. Y., Almeida, H. M. de S., Mechler-Dreibi, M. L., Rabelo, I. P., Sonalio, K., & Oliveira, L. G. de. (2021). Salmonella Bacterin Vaccination Decreases Shedding and Colonization of Salmonella Typhimurium in Pigs. Microorganisms9(6), 1163. https://doi.org/10.3390/microorganisms9061163

Ostanello, F., & De De Lucia, A. (2020). On-farm risk factors associated with Salmonella in pig herds. Large Animal Review26(3), 133-140.

Wales, A. D., & Davies, R. H. (2016). SalmonellaVaccination in Pigs: A Review. Zoonoses and Public Health64 (1), 1–13. https://doi.org/10.1111/zph.12256