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Tilapicultura: SANPHAR conta segredos de vacinas autógenas

Santalks #Piscicultura reuniu 30 piscicultores, em Morada Nova de Minas (MG)

REPRODUÇÃO

Morada Nova de Minas (MG) marcou a retomada de eventos técnicos promovidos pela SANPHAR/IPEVE. O Santalks #Piscicultura reuniu 30 piscicultores e contou com a apresentação da Coordenadora de Diagnóstico Talita Resende e do Coordenador Técnico Comercial Paulo Ceccarelli, que abordaram “Os segredos das vacinas autógenas”. O primeiro encontro presencial da empresa desde o início da pandemia seguiu todos os protocolos de segurança recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com o objetivo de levar conhecimento técnico sobre o processo de fabricação da vacina autógena para tilápia, os especialistas da SANPHAR/IPEVE detalharam o caminho percorrido para a produção: desde a identificação da cepa até o envase e distribuição. Na visão do especialista em aquicultura Paulo Ceccarelli, é de fundamental importância que os piscicultores entendam os diferenciais da vacina autógena para tomada de decisão precisa diante de um desafio sanitário. “No caso das vacinas comerciais não existe formulação específica para cada cepa existente na propriedade. Já com a vacina autógena é possível produzir imediatamente após o isolamento um imunizante específico. Com isso, conseguimos importantes benefícios, incluindo o eficaz controle do desafio sanitário até, em longo prazo, a promoção da redução do uso de antimicrobianos”, enfatizou Ceccarelli.

A Coordenadora de Diagnóstico Talita Resende destacou a estruturação de todo o processo de produção da vacina no laboratório: “É muito mais complexo do que parece. Todo o fluxo de produção desde o diagnóstico da enfermidade e/ou da necessidade levantada envolve muitas etapas, que vão desde a produção da semente para a vacina autógena até a entrega do produto aos clientes. A partir do momento em que é feito o pedido, não basta simplesmente colocá-lo em produção. Precisamos da autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e, do início da produção da bactéria em larga escala até o envase e expedição do produto final, há um fluxo bastante complexo, mas necessário para garantir a eficiência e a segurança da vacina”, esclareceu a especialista.

O coordenador de Marketing da SANPHAR/IPEVE, Everton Gardezan, relata a satisfação da empresa em retomar os eventos técnicos presenciais e reforça a importância da escolha do tema. “Ficamos muito felizes em poder levar aos piscicultores mais conhecimento técnico. Em relação à produção da vacina autógena, vemos o quanto é importante que se entenda que não se trata apenas da vacina em si, mas há um complexo processo envolvido para o seu desenvolvimento”, completa Gardezan.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe feed&food.

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