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SUINOCULTURA

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Teste permite identificação ágil e precisa da coccidiose suína

A parasitose comumente afeta os leitões nos primeiros 5 a 15 dias de vida
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Foto: reprodução

A coccidiose suína impacta significativamente o desenvolvimento dos leitões, sendo um desafio disseminado em nível mundial devido às perdas produtivas substanciais e declínio no desempenho zootécnico dos animais.

Ocasionada pelo protozoário Cystoisospora suis, pertencente à família Eimeriidae, a parasitose comumente afeta os leitões nos primeiros 5 a 15 dias de vida, resultando da ingestão de oocistos presentes no ambiente. A multiplicação desses oocistos nas células do hospedeiro, especialmente no trato digestivo, induz a lesões e diarreia persistente.

Pedro Filsner, médico-veterinário gerente nacional de serviços veterinários de suínos da Ceva Saúde Animal, destaca a elevada pressão de infecção da coccidiose. “Uma vez introduzida na granja, a doença se torna endêmica devido à excreção abundante de oocistos por animais doentes. Os oocistos podem perdurar no ambiente por meses, sendo transportados por insetos, roedores ou pessoas. Os suínos adultos, que muitas vezes são portadores assintomáticos do protozoário, também contribuem para a disseminação dos oocistos pelo ambiente”, detalha.

O diagnóstico precoce da coccidiose suína é fundamental para a implementação de estratégias eficazes de controle e prevenção da doença. Identificar a presença do Cystoisospora suis permite a adoção de medidas específicas, como o tratamento proativo dos animais afetados e a implementação de práticas de biosseguridade para conter a disseminação.

Além disso, a identificação da doença proporciona aos produtores a capacidade de avaliar o impacto da coccidiose no rebanho, otimizando a gestão da saúde suína e contribuindo para a manutenção do bem-estar dos animais.

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A parasitose comumente afeta os leitões nos primeiros 5 a 15 dias de vida (Foto: reprodução)

No entanto, a ausência de um padrão consistente na excreção de oocistos em leitões e a necessidade de provas repetidas apresentam desafios substanciais no diagnóstico dessa doença.

Estudos como o de Silva et al. (2018) destacam a variabilidade na quantidade de oocistos eliminados, os leitões apresentam períodos de excreção intermitentes de excreção ou até mesmo sendo assintomáticos em determinadas fases da infecção.

Essa variabilidade na excreção de oocistos impacta diretamente a execução dos métodos diagnósticos convencionais. A análise microscópica de fezes, uma abordagem comum, pode resultar em falsos negativos devido à baixa carga parasitária em certos momentos, esse fator torna um desafio detectar a presença do parasita em estágios específicos da infecção. Devido à ausência de um padrão consistente na excreção de oocistos, a repetição das provas é frequentemente necessária para confirmar o diagnóstico.

Desta forma, o avanço para métodos moleculares destaca-se como uma alternativa promissora na busca por diagnósticos mais sensíveis e precisos. Para auxiliar os suinocultores no controle da doença, a Ceva Saúde Animal firmou uma parceria com o Centro de Diagnósticos de Sanidade Animal (Cedisa) para a criação de um teste inovador e altamente eficaz.

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Teste permite identificação ágil e precisa da coccidiose suína (Foto: reprodução)

A ferramenta utiliza uma técnica de biologia molecular semi quantitativa, desenvolvida pelo time de pesquisa da Ceva e compartilhada com o Cedisa. Essa abordagem aumenta a sensibilidade, especificidade e acurácia do diagnóstico para a coccidiose, representando um avanço significativo para o setor.

A técnica visa melhorar a sensibilidade e especificidade diagnóstica. A abordagem permite a identificação do material genético do parasita, superando as limitações das técnicas convencionais.

O método se baseia na amplificação do material genético do parasita por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR). Amostras de fezes dos suínos são coletadas e processadas para extrair o DNA parasitário. Em seguida, a PCR é utilizada para amplificar segmentos específicos do genoma do parasita.

A análise dos resultados permite a identificação da presença do agente causador e a estimativa da quantidade relativa de DNA, indicando a carga parasitária. Essa abordagem é valiosa para monitorar a prevalência da coccidiose suína em rebanhos, facilitando a implementação de estratégias de controle e prevenção adequadas.

“Dada a importância da coccidiose no que diz respeito às perdas zootécnicas e sua grande prevalência nos rebanhos comerciais, torna-se fundamental identificar sua presença no rebanho. Essa nova solução apresenta maior especificidade proporcionada pela técnica de biologia molecular. Desta forma, o setor produtivo conta agora com uma ferramenta ágil e precisa para o diagnóstico da coccidiose em rebanhos, contribuindo para a eficiência da produção suinícola”, finaliza Pedro.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe FeedFood.

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