in ,

SANTalks destaca importância de limpeza e desinfecção de granjas

Processos são complementares e essenciais para a biosseguridade

SANPHAR

Limpeza e desinfecção são dois processos essenciais em termos de biosseguridade das granjas de suínos e aves. Quando bem executadas, essas ações controlam, previnem a entrada de doenças e eliminam possíveis agentes patogênicos, evitando perdas em desempenho zootécnico. Os pontos críticos e a importância da realização desses procedimentos com qualidade foram temas centrais do 3º módulo do webinar #SANTalksBiosecurity, da SANPHAR Saúde Animal, que reuniu os especialistas o médico veterinário Alberto Back, diretor técnico do Mercolab e a Dra. Jalusa Deon Kich, pesquisadora da EMBRAPA Suínos e Aves.

Alberto Back ressaltou o papel da limpeza e da desinfecção no combate às salmoneloses. “A Salmonella compromete a saúde humana e da ave. Além do foco na própria saúde, o combate se dá por exigências internas e externas de legislação e de mercado. A Salmonella é uma bactéria que atua no trato gastrointestinal das aves e tem mais de 50 subtipos, o que, obviamente, se tornar um grande desafio aos produtores”, destaca Back.

Entre as principais salmoneloses que afetam a avicultura, estão três grupos: 1) Tíficas – S. Pullorume S. Gallinarum; 2) Paratíficas – S. Enteritidis e S. Typhimurium; e 3) Paratíficas – Salmonella spp. Todas causam grandes perdas e estão entre as mais encontradas em infecções humanas – entre suas causas está a carne.

Alberto Back afirma que entre as principais vias de contaminação das aves por Salmonella estão as matrizes, os aviários, as propriedades e as rações. Assim, é preciso levar em consideração a desinfecção de tais locais para a erradicação do problema. Além da limpeza e desinfecção, o especialista ressalta que outras medidas podem ser tomadas para reforçar a saúde e evitar a contaminação das aves, como adoção de programas vacinais, uso de aditivos em ração, adoção de cuidados de biosseguridade, fermentação da cama e vazio entre lotes. “É importante a adoção de cuidados adicionais pois limpeza, desinfecção e vacinas, sozinhas, não conseguirão controlar a Salmonella”, finaliza o especialista.

Discutindo o entendimento dos processos de limpeza e desinfecção e possíveis erros cometidos durante a sua prática, a Dra. Jalusa Deon Kich destaca que entre os desafios estão o rompimento do ciclo de infecções entre lotes de animais em diferentes fases de produção. Evitar a entrada de novos patógenos, eliminar a contaminação residual entre lotes e reduzir a pressão de infecção de patógenos endêmicos é fator chave.

“Para vencer tais desafios, precisamos entender que a limpeza e a desinfecção representam processos divididos em etapas. Inicialmente, devemos retirar a matéria orgânica seca e úmida, lavar a instalação, aplicar o detergente e enxaguá-la, secar o ambiente, desinfetá-lo e, por fim, inspecionar a instalação. As desinfecções químicas podem ser em pó, líquidas ou por nebulização, enquanto as desinfecções físicas podem ser a vassoura de fogo, vapor ou água quente”, complementa a Dra. Jalusa.

Para mais informações e inscrição para os próximos módulos, clique aqui.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe feed&food.

LEIA TAMBÉM:

Produção feminina de churrasco veio para ficar

Recadastramento de pescadores é iniciado

Ariel Mendes fala sobre participação no COSAG

CARNE

Carne bovina brasileira será divulgada na Europa

Minerva Foods apoia XVI Semana Tecnológica de Araguaína