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Rabobank analisa mercado lácteo mundial

Segundo levantamento, oferta global ‘estaciona’, mas deve retomar em 2022

Após seguidos meses de boa movimentação, oferta global de leite ‘estaciona’ e pode retomar o ritmo de avanço apenas em 2022, como aponta relatório Global Dairy, do Rabobank. Material destaca que pausa ocorreu no terceiro trimestre deste ano.

Segundo o relatório, do analista Andrés Padilla, entre julho e setembro, as sete maiores regiões produtoras da matéria-prima no mundo ofertaram, juntas, 79,1 milhões de toneladas — volume idêntico ao do terceiro trimestre de 2020. A estimativa para o último trimestre é de 82,2 milhões de toneladas.

Rabobank estima, ainda, “modesta” recuperação de 1% para o segundo semestre do próximo ano. O ritmo da retomada de oferta, no entanto, dependerá do clima e da evolução dos custos, sobretudo das rações.

Vale ressaltar que cenário tem como responsável a escalada de preços dos insumos nas fazendas, que afetou, em 2021, todas as regiões produtoras da matéria-prima, e as cotações do leite.

“Os custos da alimentação são mais altos e não há muita esperança de reviravolta no horizonte. A safra de milho dos EUA foi melhor do que se esperava, mas o aumento dos preços do petróleo impulsiona a demanda por etanol de milho, sustentando o patamar de cotações do cereal”, destaca o documento.

Os maiores produtores são Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Brasil e Uruguai. Apesar da desaceleração observada, projeta-se um crescimento de oferta da ordem de 0,4% para os primeiros seis meses de 2022, quando a oferta poderá alcançar cerca de 164 milhões de toneladas.

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