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AQUICULTURA

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Produção nacional de peixes de cultivo cresce 2,3%

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Wellington Torres, da redação

wellington@ciasullieditores.com.br

Ao expor um panorama detalhado da cadeia produtiva de peixes de cultivo do Brasil, Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe Br) realizou lançamento oficial do Anuário Peixe Br. Ação ocorreu na manhã desta segunda-feira (27), de forma híbrida – presencialmente, encontro foi sediado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

O levantamento, referente ao ano de 2022, inclui dados de produção – em contexto nacional: Estados e regiões – das principais espécies, como tilápia e peixes nativos, assim como exportação, balanço das empresas do setor e perspectivas.

No acumulado do ano, como destacou o presidente-executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros, a produção verde e amarela chegou a 860.355 toneladas. O montante representa crescimento de 2,3% ante 2021, com 841.005 toneladas.

2023 marca o lançamento da sétima edição do anuário

Em panorama geral, ao se observar as métricas desde 2014 – período em que a Peixe BR oficializou a elaboração e divulgação de estatísticas – o mercado de peixes de cultivo cresceu 48,6%. A porcentagem, como também frisou o profissional, representa acréscimo de 281.555 toneladas em nove anos.

“2022 foi um ano desafiador em vários sentidos. A economia global manteve-se em desaceleração devido à pandemia e, também, foi impactada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Além disso, foi um período de custos de produção elevados e desajustes no comércio internacional.  [No entanto], mesmo com essas e outras adversidades, a piscicultura brasileira cresceu 2,3%”, pontuou Medeiros, ao  frisar que o crescimento não foi como em anos anteriores, “porém, a atividade manteve a curva ascendente, comprovando a demanda crescente dos peixes de cultivo”.

Entre os destaques do setor, a tilápia mantém o posto de protagonista, com aumento de 3% na produção nacional. Como mostra o anuário, 2022 rendeu 550.060 toneladas do pescado, ante 534.005 toneladas do ano anterior.

Outra frente que alcançou bons número foi a de peixes nativos, com avanço de 1,8% na mesma comparação, de 262.370 toneladas para 267.060 toneladas. As demais espécies, como carpas, trutas e pangasius, somaram 43.235 toneladas – queda de 3% quando comparada à produção de 2021, com 44.585 toneladas.

Do Brasil para o mundo

Mesmo que em passos mais lentos às demais proteínas produzidas no Brasil, como a carne bovina e de frango, a exportação de pescados segue lutando para conquistar novas fatias do mercado internacional.

Em 2022, como também destacou Medeiros, o Brasil exportou 8,5 mil toneladas, com receita de US$ 23,8 milhões.  Neste cenário, foi constatada elevação de faturamento em 15%, porém recuo de 13% em volume.

Para Medeiros, a comercialização de produtos congelados, como tilápia em filé ou inteira, tem feito diferença – sendo estes os principais itens de exportação.

Apoio governamental

Em prol da robustez nacional, o ministro da Aquicultura e Pesca, André de Paula, marcou presença no lançamento. O evento foi o primeiro da agenda do profissional fora do circuito de Brasília, característico do início de mandato.

De acordo com de Paula, o sétimo anuário é de extrema importância para o desenvolvimento do setor, possibilitando entendê-lo e, assim, tomar medidas efetivas – em prol de resultados.

“Ele [o anuário] nos permite estabelecer metas, observar gargalos e acompanhar resultados. Sair das trevas e ir para luz ao apontar caminhos”, afirmou, ao destacar que espera, nos próximos anos e nos próximos quatro anuários, que seja possível constatar bons resultados dessa nova parceria entre a atual gestão governamental e os produtores.