Grupo de trabalho foi formado pela Comissão Nacional de Medicina Veterinária Legal
A Comissão Nacional de Medicina Veterinária Legal, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Conmvl/CFMV) se reuniu na última semana para elaborar uma minuta de resolução que estabelece as definições e procedimentos para a atuação do médico-veterinários como perito e para a formação de um grupo, que irá elaborar o Plano Nacional de Contingência de Desastres em Massa Envolvendo Animais, instituído pela Portaria nº 53/2019.
“É uma resolução capital para o desenvolvimento da Medicina Veterinária Legal”, declara o presidente da Comissão, Sérvio Reis. A proposta materializa uma das principais demandas do I Fórum de Medicina Veterinária Legal do Sistema CFMV/CRMVs, realizado também na última semana, em Brasília, com o objetivo de tratar das ações e desafios sobre essa área de atuação.
O grupo de trabalho atuará sob a liderança da médica-veterinária do Conselho Regional de Minas Gerais (CRMV-MG), Laiza Bonela, que traz sua experiência como co-coordenadora das ações de resgate de animais em Brumadinho.

Grupo de trabalho já estrutura próximos passos para a formação do Plano de Contigência (Foto: reprodução)
A construção do Plano foi elaborada encima da experiência adquirida em Brumadinho e inspirado em modelo da Defesa Civil e já cumpriu as duas primeiras: coleta preliminar de dados e a formação do grupo de trabalho. O projeto segue agora para as demais fases que envolvem: elaborar o plano, em parceria com os profissionais dos comitês de desastres dos CRMVs, e, em seguida, avaliar, corrigir, aprovar e publicar o documento final; treinar as equipes com simulações de resgates de animais; e oficializar o regulamento junto aos órgãos do sistema de segurança para que as equipes de brigada animal previstas no Plano sejam acionadas em ocorrências de desastres.
“Com a coleta de dados junto à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros já conseguimos adiantar 40% do Plano e vamos realizar a primeira reunião do grupo em julho para avançar o mais rápido possível na construção desse protocolo tão importante na orientação do trabalho em campo dos profissionais que atuam em episódios de desastre em massa”, afirma Bonela.
Fonte: CFMV, adaptado pela equipe Feed&Food.





