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Ministério condecora empresas por boa conduta

O Selo Mais Integridade analisa responsabilidade social, sustentabilidade, ética e inibição de fraudes

O Selo Mais Integridade analisa responsabilidade social, sustentabilidade, ética e inibição de fraudes

Responsável por reconhecer empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade, ética e ainda o comprometimento em inibir a fraude, suborno e corrupção, o Selo Mais Integridade, edição de 2019, foi entregue na última terça-feira (10). A condecoração, realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), pela segunda vez, premiou 16 organizações.

Com a entrega efetuada pela ministra Tereza Cristina, as empresas ganhadoras poderão utilizar a marca do Selo Mais Integridade em seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações. De acordo com o MAPA, neste ano 10 das 16, foram agraciadas pela segunda vez com o selo.

Durante a cerimônia, foi destacado pela ministra que cada vez mais o mercado exige um agronegócio alinhado com boas práticas de integridade, principalmente em questão internacional. “Há estudos que comprovam que as empresas de todos os setores perdem de 3% a 5% de seu faturamento com fraudes, subornos e atos de corrupção de todo gênero. Temos convicção de que o fomento às ações de integridade, como esta do Selo Mais Integridade, pode ser um diferencial para o futuro do País”, afirmou.

Para o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do MAPA, Cláudio Torquato, o selo não deve ser visto pelas empresas como o fim da busca pela responsabilidade ética na cadeia produtiva. “O dia de agora é de extrema vigilância, pois o selo não é um cheque em branco, mas um alerta diário que as atenções precisam ser redobradas”, explicou.

A secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), Cláudia Taya, destacou o trabalho do ministério, o primeiro a implementar um selo setorial atendendo ao Programa de Fomento à Integridade do Governo Federal. “No caso da integridade, não há concorrência. Quando os senhores [empresas] ganham, o setor ganha”, afirmou a secretária, que representou o ministro da CGU, Wagner Rosário.

De acordo com o diretor-superintendente da Ihara, uma das empresas selecionadas, José Gonçalves do Amaral, o selo é importante por ratificar valores que são trabalhados na rotina da indústria. ” Ética, integridade, responsabilidade social e sustentabilidade são parte da nossa cultura. A prática desses valores é normal dentro da empresa”, declarou.

Na cerimônia, o Mapa e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) firmaram acordo para promoção do selo entre as cooperativas.

O Selo. Para receber a condecoração, é necessário que a empresa ou cooperativa comprove a posse do programa de compliance, código de ética e conduta, canais de denúncia efetivos, ações com foco na responsabilidade social e ambiental, a promoção de treinamentos para melhoria da cultura organizacional, assim como estar em dia com as obrigações trabalhistas e ter ações de boas práticas agrícolas enquadradas nas metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Multas relacionadas ao tema nos últimos dois anos, casos de adulteração ou falsificação de processos, produtos fiscalizados pela Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA e crimes ambientais, inviabilizam o requerimento.

Entre as empresas que receberam o Selo neste ano estão a Xingu Agri, Citri Agroindustrial S/A, Mig Plus Agroindustrial, Pif Paf Alimentos, Ihara, e outras. Para conhecer a lista completa, acesse o site do Ministério.

Fonte: MAPA, adaptado pela equipe feed&food.

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