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Mercado halal teme baixas devido à política

Mudança da embaixada é um dos pontos destacados por representantes do setor

Mudança da embaixada é um dos pontos destacados por representantes do setor

O mercado halal tem demonstrado temor aos possíveis embargos dos países árabes às exportações brasileiras, caso seja concretizada a mudança de embaixada do Brasil para Jerusalém. Atualmente, o País é o maior exportador global de proteína halal, cujo mercado consumidor reúne 1,8 bilhão de consumidores muçulmanos.

A visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel, que iniciou no domingo (31), dará sequência a tratativas que podem afetar essas exportações. A mudança da embaixada, por exemplo, tem potencial de provocar atritos com palestinos e países árabes, rompendo com a postura de neutralidade mantida pelo País desde a fundação do Estado de Israel, há 70 anos.

Aos povos árabes, fixar a embaixada em Jerusalém implicaria o reconhecimento da cidade sagrada como capital israelense, enquanto palestinos também pleiteiam soberania sobre a cidade que desejam ter como sua capital. Segundo o Itamaraty, a promessa “permanece em estudo”.

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No entendimento brasileiro, a perspectiva de melhorar as relações com Israel não implicaria uma piora das relações com os outros parceiros (Foto: reprodução)

O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, afirma que o tema é sensível, e que países árabes têm demonstrado preocupação. As implicações para habilitação de venda do produto halal exigem investimentos que os frigoríficos temem em perder.

Além disso, funcionários específicos que atuam nesta área também temem perder seus empregos. Como é o caso do ganês Tijani Jafaru, que chegou ao Brasil fugindo de ameaças em seu país e acabou conseguindo emprego em um frigorífico em Santa Catarina, 100% voltado para exportação.

O profissional é um dos 33 muçulmanos que trabalham fazendo o abate halal de frangos em uma unidade na cidade de Seara, onde a marca homônima foi fundada. O supervisor da unidade, o egípcio Moustafa Mitwalli, conta que todos temem.

“Se a mudança (da embaixada em Israel) acontecer em favor do governo israelense, e problemas com os países árabes começarem, o risco não é só para a gente, é para todos que trabalham nesses frigoríficos, os brasileiros também”, considera Mitwalli.

Fonte: G1, adaptado pela equipe feed&food.

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