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AQUICULTURA

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Matéria-prima alternativa melhora eficiência na aquicultura

José Francisco Miranda, da dsm-firmenich, palestra sobre o assunto em São Paulo
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A cada ano, cerca de 16 milhões de toneladas de peixes são capturados na natureza, sendo 17% destinadas para a produção de farinha e óleo de peixe – ingredientes ricos em proteínas, ômega-3, EPA (eicosapentaenóico) e DHA (docosahexaenóico) – usados na alimentação de peixes comerciais. 

Embora a aquacultura seja um mercado em expansão no Brasil e no mundo, a dependência de ingredientes marinhos para alimentar outros peixes é hoje um dos maiores desafios do setor. 

O assunto em discussão pela indústria será tema da apresentação de José Francisco Miranda, responsável por desenvolvimento de negócios sustentáveis em nutrição e saúde animal da dsm-firmenich, no Animal Health, Nutrition & Technology Innovation LATAM 2023, no próximo dia 14.

No painel “Inovação em aquicultura: Alternativas à farinha de peixe para melhorar a sustentabilidade e a eficiência”, o executivo falará sobre o caminho que a indústria de aquicultura tem seguido para reduzir gradativamente o uso de farinha e a dependência de recursos marinhos finitos. 

Peixes necessitam de ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA para crescimento e desenvolvimento, obtidos por meio da dieta (Foto: reprodução)

Para atender a demanda do consumo de uma população crescente, faz-se necessário adotar novas tecnologias e práticas para reduzir ao máximo o impacto da atividade sobre o planeta. Durante o evento, ele trará detalhes sobre a problemática bem como soluções viáveis e sustentáveis.

De acordo com Miranda, assim como os humanos, os peixes necessitam de ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA para crescimento e desenvolvimento, que são obtidos por meio da dieta. “Para atendermos à necessidade da indústria por uma fonte mais sustentável e rastreável de ácidos graxos ômega 3, permitindo que toda a cadeia de valor cresça de forma responsável e supra a demanda por proteína animal saudável rica em EPA e DHA para a saúde dos consumidores, criamos, em parceria com a Evonik, o Veramaris”, diz. 

“Trata-se de um óleo à base de algas marinhas que é a primeira alternativa viável ao óleo de peixe para fonte de ômega-3 EPA e DHA para alimentação marinha, e que possibilita a diminuição da pesca, a melhora dos valores nutricionais dos produtos e a preservação da biodiversidade marinha para alimentação humana”, explica e completa: “Com ele ainda reduzirmos a dependência e extração de um recurso finito”.

Para se ter uma ideia, uma tonelada de óleo de algas Veramaris é equivalente a 60 toneladas de captura selvagem, ou seja, menos peixes são capturados dos oceanos. Por ano, 1,2 milhão de toneladas de peixes deixam de ser capturados da natureza oceânica com o uso dessa inovação. A tecnologia permite que os grandes players da aquicultura desenvolvam dietas de salmão livres de ingredientes marinhos, utilizando o óleo de alga como substituto do óleo de peixe.

Miranda destaca ainda a tecnologia de precisão Sustell, serviço inteligente de sustentabilidade desenvolvido pela companhia para melhorar a pegada ambiental e a lucratividade dos produtores.

Desenvolvida junto à Blonk, Sustell analisa o impacto ambiental por meio de 19 variáveis, usando dados reais relacionados à ração e à fazenda, e identifica as pegadas geradas. A partir disso, propõe cenários de intervenção específicos para cada caso, assim como soluções práticas para melhorias mensuráveis de sustentabilidade. 

Dentre elas, a inclusão de tecnologias nutricionais na dieta dos animais, que podem melhorar o aproveitamento dos recursos naturais, aumentando a produtividade e a eficiência animal e reduzindo a pegada de carbono por quilo de alimento produzido. 

“Com Sustelll, ajudamos a cadeia de proteínas de origem animal a tornar a produção e o consumo global de alimentos mais sustentável”, conclui.

Fonte: AI, adaptado pela equipe FeedFood.

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