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MAPA valida método de diagnóstico de PSA no Brasil

Laboratório Federal de Minas Gerais trabalha no método desde 2015

A confirmação da Peste Suína Africana no continente americano, após a notificação da República Dominicana, em julho, acendeu um alerta no setor. Além da ampliação da fiscalização em portos e aeroportos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) também divulgou que a  Rede de Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (Rede LFDA) está apta para atuar na hipótese de uma possível introdução do vírus de Peste Suína Africana (PSA) no território nacional.

De acordo com a assessoria da Pasta, no caso de suspeita de PSA, o LFDA-MG é o laboratório oficial do MAPA que realiza o diagnóstico. Dessa forma, o papel dos laboratórios é visto como estratégico.  

O Laboratório Federal em Minas Gerais já concluiu a validação completa de suas técnicas moleculares para o diagnóstico da doença. A padronização e verificações dos métodos vêm sendo trabalhadas pelo laboratório em Minas Gerais desde 2015, tendo sido concluída a validação completa de suas técnicas moleculares para o diagnóstico da doença em outubro de 2020. A ampliação para realização do diagnóstico em outros laboratórios da Rede LFDA também já está sendo discutida no Ministério. 

“A capacidade de pronta atuação e resposta do LFDA demonstra o alto grau de capacitação de seu corpo técnico, incluindo recente treinamento nas técnicas diagnósticas para PSA no laboratório de referência da União Europeia em Madrid, na Espanha – Centro de Investigación en Sanidad Animal INIA-CISA”, destaca o coordenador de gestão de demandas laboratoriais do Mapa, Leandro Barbiéri. 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da PSA pode ser feito por ensaios sorológicos como ELISA e imunoperoxidase, ensaios moleculares de PCR e pelo isolamento de vírus em células. Dos três métodos, o ensaio mais recomendado e utilizado para o diagnóstico da Peste Suína Africana é a PCR. 

“A execução dos ensaios sorológicos nem sempre é possível, pois na maioria dos casos os animais morrem antes de ocorrer a soroconversão. Já para o isolamento de vírus é necessário o cultivo de leucócitos obtidos de suínos, o que torna o ensaio trabalhoso e aumenta o risco de contaminação das linhagens celulares utilizadas no laboratório por microrganismos presentes no sangue dos suínos”, explica Barbiéri. 

Fonte: MAPA, adaptado pela equipe feed&food.

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