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Livro com a história da família Ciasulli conta sobre período da imigração

Importância da comunicação no agronegócio brasileiro também é retratada

Importância da comunicação no agronegócio brasileiro também é retratada

Luma Bonvino e Gabriela Salazar, da redação

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O livro “Família Ciasulli – Da Itália ao Brasil” foi publicado pela editora KPMO Cultura e Arte (São Paulo/SP) em agosto do ano passado e está à venda on-line. A publicação conta a história da família desde a chegada dos imigrantes italianos, que vieram da província de Foggia na Itália, até sua consolidação na comunicação do agronegócio brasileiro.

A mestra em literatura, Keila Prado Costa, autora do livro, demonstra seu apreço por retratar histórias familiares durante entrevista concedida ao portal. “Como digo na apresentação do livro, não há nada mais extraordinário que a vida de uma pessoa. Portanto, a história de uma família congrega uma série de elementos que nos leva a refletir sobre o curso de nossas próprias vidas”, relata.

E assim, mudando o curso, foi que o caminho dos Ciasulli chegou ao Brasil por meio do patriarca Rocco em 1895.  “A herança de caráter é o principal fio condutor da história da família Ciasulli. E que caráter é esse? Eu diria que é justamente a qualidade humana de superação diante das adversidades vividas pelas várias gerações da família e que sutilmente é passada de pai para filho”, conta Costa, que acredita que o amor absoluto sobre seus antecessores, a italianidade de suas formações e o legado deixado por cada geração seja o que move os Ciasulli’s.

Brasil e a promessa de futuro. O livro passa pelos capítulos iniciais históricos, onde o que é contado vai além de uma história familiar. “O Velho Mundo, Memórias Italianas” e “Brasil e a Promessa de Futuro”, que abrem a publicação, retratam justamente esse contexto enriquecedor.

A autora, sensível a estes acontecimentos, narra desde o império romano até a crise da bolsa de valores em 1929. Por meio desta inserção é possível reviver momentos do cenário político e econômico, para que o leitor sinta a marca do tempo na vivência e cotidiano das famílias.

A questão histórica se faz tão presente que, dentre as páginas, é possível conferir em ilustrações os mapas, brasões, bandeiras, certidões e retratos antigos que narram à parte o cenário que a família está inserida.

Comunicação do Agronegócio Brasileiro: Pioneirismo e tradição. Ao retratar a forma como a Chácaras e Quintais se consolidou e se renovou, o capítulo acaba trazendo espontaneamente a história das revistas no Brasil e o papel da mídia naquela época.

Oswaldo Gesulli, editor da revista, sempre gostou muito da vida no campo, como contam os relatos, mas possuía alma empreendedora. Quando seu então sócio Julio Seabra decide vender sua parte, Oswaldo a compra tornando-se assim o único responsável pela publicação. Neste momento o patriarca percebe que deseja que sua família dê continuidade a este trabalho.

Sucessão da comunicação do agronegócio. A autora aponta como um possível fator para a progressão o interesse familiar pelo agronegócio, advindo também de uma contextualização cultural. É comum do setor agro que as famílias passem a gestão de suas propriedades rurais a seus sucessores e não seria diferente na comunicação.

Uma sucessão de talentos e vocações”, descreve ela, sobre a continuidade do trabalho de Oswaldo Gesulli, pelo seu filho, Osvaldo Penha Ciasulli, responsável pela revista feed&food. “Oswaldo Gessulli foi um dos precursores da história da comunicação do agronegócio brasileiro. O reconhecimento de seus esforços não é algo restrito à família, mas sim algo destacado por todos que acompanharam sua trajetória tanto no Brasil quanto no exterior, o que lhe rendeu importantes prêmios no setor. As revistas que ele e seu filho Osvaldo Penha Ciasulli criaram e conduziram narram todo o percurso do agronegócio brasileiro”, explica Costa.

Das raízes ao futuro. Essa dedicação ao legado familiar faz com que as últimas gerações também tenham herdado a paixão pela comunicação. “A ousadia de Osvaldo Penha Ciasulli é o que impulsiona Diogo Ciasulli a conduzir, junto com toda a equipe da editora, uma verdadeira revolução na forma de se comunicar, ancorada nas mudanças tecnológicas que vivemos hoje”, ressalta a escritora, que descreveu o histórico de uma família por mais de um século em 244 páginas.

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