Natalia Ponse – natalia@ciasullieditores.com.br
Wellington Torres – wellington@ciasullieditores.com.br
“É crucial que a indústria assuma a responsabilidade pela produção de alimentos seguros e saudáveis”. Essa é a visão do coordenador Regional do 3º Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal – 3º SIPOA, Robério Alves Machado. De acordo com ele, esta é uma responsabilidade compartilhada.
“Não basta afirmar que um alimento é seguro e saudável; é preciso comprovar sua segurança e saúde, e caberá a mim verificar se isso é verdade. Essa será a abordagem adotada em nossas inspeções”, resume o profissional.
Atualmente, a indústria deve demonstrar sua conformidade com padrões de segurança alimentar, além de permitir a análise de suas instalações e processos produtivos. “Nossas inspeções considerarão os registros e resultados dos controles de qualidade realizados pela indústria. Com base em dados estatísticos, denúncias e informações disponíveis, teremos uma visão abrangente da conformidade da indústria, confrontando a realidade observada nas instalações com os registros documentais. Isso nos permitirá avaliar se a documentação reflete adequadamente o que ocorre de fato”, explica Robério.

Ele conta que, caso sejam encontradas discrepâncias entre as instalações e a documentação, o órgão agirá conforme necessário – e isso inclui ações corretivas e de fiscalização. “Se pudermos demonstrar que estamos realizando um controle eficaz e que as indústrias estão cumprindo suas obrigações, isso reforçará nossa posição no mercado”, pontua.
No passado, entre 2005 e 2017, Robério conta que seu setor tinha uma participação mais ativa, com avaliações principalmente baseadas em documentação interna. Agora, com a responsabilidade transferida para as indústrias, a função é verificar sua conformidade. “Se a indústria puder comprovar que está cumprindo os requisitos no dia a dia, então estará tudo em conformidade”, resume.
O diferencial do sistema de inspeção brasileiro em relação a outros sistemas, na visão de Robério, é nossa capacidade de garantir a produção de alimentos saudáveis e seguros por meio de um controle de processo rigoroso. “Evitamos a necessidade de intervenções químicas ou térmicas significativas em produtos in natura, concentrando-nos em um processo produtivo de alta qualidade e em práticas higiênicas eficazes. Essa abordagem robusta nos permite demonstrar nossa excelência na produção de alimentos”, finaliza o coordenador.
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