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Infraestrutura e participação feminina marcam primeira rota do Confina Brasil

Expedição passou por 42 propriedades durante os meses de junho e julho

REPRODUÇÃO

Wellington Torres, da redação

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Atenta ao robusto desenvolvimento da bovinocultura verde e amarela, Confina Brasil encerra sua primeira rota. Com duas equipes rodando simultaneamente, a expedição passou por 42 propriedades durante os meses de junho e julho.

A iniciativa, segundo o coordenador geral, Felipe Dahas, é uma pesquisa-expedicionária, organizada pela Scot Consultoria, que tem como objetivo vivenciar de perto a realidade do produtor rural brasileiro, entender os seus desafios e conhecer as melhores práticas aplicadas em sistemas de produção de pecuária intensiva.

“A primeira semana do Confina Brasil aconteceu de 20 a 24 de junho e visitou confinamentos distribuídos por 17 cidades do interior paulista. Já a segunda semana, de 27 de junho a 01 de julho, passou por propriedades em São Paulo e Triângulo Mineiro, coletando informações de produção dos confinamentos”, detalha Dahas. A expedição será dividida em 5 rotas e ocorrerá até outubro.

Para o profissional, além do mapeamento, os fatores analisados nas visitas dizem respeito à comercialização do gado confinado, manejo, gestão, nutrição, sanidade e tecnologia: “Os principais destaques foram propriedades com elevado nível de gestão, focadas em investimento de infraestrutura para geração de sombra aos animais e a posição das mulheres na gerência de boa parte das funções das propriedades. Para as visitas, durante a seleção dos confinamentos, contamos com indicação dos patrocinadores e dos confinadores que já estão dentro da rota”.

Os encontros, que contam com a companhia de patrocinadores, fazem uso de dois tipos de questionários prévios: um estratégico, contendo dados sobre gestão, tecnologia, nutrição, perfil do gado e outros indicadores, e outro estrutural, analisando a capacidade de armazenagem, currais de manejo e processamento do gado.

“Além das pesquisas in loco, o levantamento conta com a colaboração de pecuaristas que participaram da edição anterior, o Confina Brasil 2021. As entrevistas foram aplicadas de forma remota”, explica o Coordenador.

Um novo olhar para a pecuária intensiva

Em prol de uma maior visibilidade ao setor, a meta para a edição de 2022 é visitar 210 propriedades e mapear 2,5 milhões de cabeças de gado, o que, a longo prazo, espera-se ter dados coletados de 80 a 90% dos animais confinados no Brasil.

“O Confina Brasil até sua edição de 2021 mapeou mais de 40% do gado confinado do país. A expectativa para os próximos anos é chegar em um censo brasileiro desses animais”, destaca Felipe Dahas.

Felipe Dahas é coordenador geral do Confina Brasil (Foto: Scot Consultoria)

Ainda de acordo com ele, no final de cada edição, é disponibilizado um material que acopla e analisa todos os dados levantados durante a expedição, o Benchmarking Confina Brasil. O estudo ajuda na compreensão da grandeza da produção pecuária nacional e auxilia o produtor na tomada de decisão.

“A próxima parada da expedição é no Mato Grosso do Sul e Centro-Sul do Mato Grosso, já na terceira rota segue para o Oeste do Mato Grosso e Centro-Sul de Rondônia. Para acompanhar a rota completa, todo material produzido pela expedição e acessar o Benchmarking de 2021, basta acessar o site ou a página do Instagram”, finaliza o coordenador.

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