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IAPAR desenvolve ferramenta de reconhecimento facial em bovinos

Brasil envia primeiro embarque de carne bovina ao Vietnã, iniciando exportações após abertura de mercado e fortalecendo relações comerciais
Brasil envia primeiro embarque de carne bovina ao Vietnã, iniciando exportações após abertura de mercado e fortalecendo relações comerciais

Ana Catarina Veloso, de casa

ana@ciasullieditores.com.br

Na busca pela constante evolução do setor produtivo, uma pesquisa iniciada em 2019, pelo então estudante de Engenharia da Computação, Lucas Nolasco e seu orientador, o pesquisador João Ari Gualberto Hill, aponta nova forma de lidar com animais de produção, o projeto: “Reconhecimento Facial em Bovinos”. Ação ocorreu por meio do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR).

A iniciativa, com objetivo de melhorar a rastreabilidade, substitui outras técnicas de identificação, como os brincos e a marcação a ferro quente, proporcionando bem-estar.

“O reconhecimento de animais é feito com base no padrão biométrico do espelho nasal, na região central do nariz. A ideia é inspirada na identificação biométrica feita com a digital de seres humanos. O espelho nasal desses animais possui ranhuras que formam um padrão que permite a sua identificação”, explica Lucas Nolasco.

Aos produtores com loteamentos separados, essa tecnologia facilita o cotidiano de trabalho, já que, “isso permitiria uma rastreabilidade maior, uma vez que mesmo animais de diferentes fazendas poderiam ser identificados por este método”.

A ferramenta possibilita acompanhar a idade, histórico de vacinação, além de outros controles de prevenção de maneira individual, através de um único recurso.

Quando questionado sobre a importância e possibilidades com a pesquisa, Lucas conta que, em larga escala, talvez, possa ser expandida a outros animais. No entanto, requer mais pesquisas sobre o assunto. 

“Assim como a ideia desse método surgiu da identificação biométrica, que já é feita com humanos – por meio das nossas digitais, adaptações desse método poderiam funcionar em diferentes animais. No entanto, isso dependerá diretamente de características físicas e, por conta disso, é algo que tem que ser analisado especificamente para cada espécie”, finaliza.

Novas atualizações

Em decorrência de mudanças e disponibilidade, o profissional, recém-formado, já não faz mais parte do projeto. Agora, a pesquisa segue sob os cuidados do orientador, João Ari Hill. 

De acordo com Hill, contatado para a realização dessa matéria, o trabalho receberá novidades, mas até o momento não podem ser reveladas. “Temos algumas novidades no projeto, mas combinei com os professores colaboradores e bolsistas, que só faríamos mais matérias depois que tivermos uma versão beta do aplicativo”, afirma o pesquisador.

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