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Frigoríficos discordam de novo modelo de acesso à China

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Os frigoríficos brasileiros receberam a informação de que o processo de apresentação das empresas nacionais de carnes aos chineses para novas habilitações pode mudar. A notícia chegou às vésperas da primeira viagem do ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA) Carlos Fávaro, à China.

Ao invés do envio de listas com a ordem cronológica dos estabelecimentos que preenchem os requisitos para vender para a China, que dá preferência às empresas que aguardam o aval de Pequim há mais tempo, poderão ser consideradas todas as cerca de 120 companhias que hoje buscam acesso ao mercado chinês, independentemente do período em que se cadastraram para isso.

A mudança não é oficial e ainda está no campo das intenções, mas, o modelo desagradou parte do segmento. As empresas, que participaram de reuniões em Brasília na última semana para conhecer as novas regras, reclamaram da falta de transparência por parte do governo brasileiro no processo e cobraram responsabilidade e isenção do ministério para indicar as empresas que pleiteiam o mercado chinês há mais tempo.

A preocupação do setor é que, sem o critério cronológico do credenciamento, surjam brechas para a prática de lobby e de influências na definição dos novos habilitados, o que pode dificultar a vida de pequenos e médios frigoríficos que estão na fila. 

A decisão final, no entanto, cabe exclusivamente à China. Por outro lado, há quem considere que o novo formato pode abrir espaço para uma habilitação em massa, o que beneficiaria mais empresas nacionais.

Desde 2019 a China não habilita novas unidades de produção de carne brasileiras, ano em que 38 frigoríficos receberam o aval. Em 2020, o sistema de credenciamento das unidades para habilitação mudou. Os documentos que antes eram enviados a Pequim em papel ou pen drive passaram a ser inseridos em uma plataforma online única.

O MAPA dividiu em lotes as empresas que se cadastraram primeiro e, em 2021, enviou quatro listas à China, com um total de 79 frigoríficos de carnes bovina, suína e de frango. Desses, cerca de 50 são de carne bovina. Não ficou claro se a mudança no critério para as indicações partiu de Brasília ou de Pequim.

O ministro Carlos Fávaro e a comitiva da Pasta embarcam nesta segunda-feira (20) para Pequim, onde tratarão do tema com os chineses e também da reabertura do mercado de carne bovina. (https://feedfood.com.br/comitiva-de-100-representantes-do-agro-vai-a-china/)

Segundo relatos, os técnicos disseram aos participantes da reunião que as listas foram feitas em outro contexto e que “não valem mais”. Procurado, o ministério não respondeu.

Fonte: Valor Econômico, adaptado pela equipe Feed&food.

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