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Entenda as fases de suplementação do bezerro de corte

Estratégias adotadas em cada fase são essenciais para um melhor desempenho

A prática da suplementação do bezerro de corte ao pé da vaca, dependendo do nível de nutrição proposta, pode ter duas finalidades: 1) beneficiar a vaca, quando esta se propõe a promover a substituição do leite materno em parte ou totalmente; 2) somente o bezerro, quando tal suplementação tem por objetivo a melhora da digestibilidade dos alimentos fibrosos ingeridos ou, controle de morbidades, através do uso de aditivos nutricionais específicos (Gado de Corte Divulga – EMBRAPA, 1995).

Estratégias direcionadas ao suporte do aleitamento são mais comuns, quando estes são produtos de fêmeas jovens, principalmente a partir do terceiro mês pós-parto, ou durante períodos desfavoráveis do ano. A suplementação também é usada quando há interesse do criador em promover o máximo de peso à desmama, conforme estratégia adotada na propriedade.

O período compreendido entre o nascimento e a desmama é a fase de maior eficiência do bezerro (conversão alimentar), período onde observam-se altas taxas de ganho de peso em relação à ingestão diária de alimento. O leite oferece nutrientes indispensáveis ao bezerro, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase.

A partir da idade de três a quatro meses, com o aumento do peso metabólico e consequentemente de suas exigências nutricionais, boa parte dos nutrientes necessários ao bezerro de corte passam a provir de outras fontes que não o leite materno, principalmente a pastagem e a suplementação.

 Independente da época da desmama, muitas vezes observam-se bezerros com peso corporal inferior ao seu potencial. Isto se deve, provavelmente, à deficiência em quantidade ou qualidade de nutrientes essenciais, tanto no leite das mães quanto nos pastos. Para contornar possíveis deficiências nutricionais, a adoção de estratégias de suplementação de bezerros é necessária.

SUPLEMENTAÇÃO PRÉ-DESMAMA “Creep-feeding”

“Creep-feeding” é o nome dado à suplementação do bezerro com ração balanceada no cocho dentro de um cercado que impede o acesso da vaca, permitindo assim a execução de uma estratégia nutricional direcionada ao bezerro, sem necessariamente apartá-los das fêmeas.

Embora seja discutível os benefícios dessa prática sobre a eficiência reprodutiva da vaca, o “creep-feeding” visa especialmente o bezerro. E, tem como objetivo o aumento do peso à desmama, bem como acostumá-lo à suplementação no cocho.

Essa prática traz vantagens econômicas, quando os animais são submetidos a sistemas mais intensivos de recria, dando-se continuidade em programa nutricional adequado no pós-desmama como, por exemplo, a utilização de suplementação proteico energética. 

Em projetos onde a estratégia de recria é feita exclusiva à pasto, com suplementação mineral apenas, os ganhos obtidos no Creep tendem a se diluir ao longo do período de recria que acaba sendo mais longo.

O sistema de “creep-feeding” exige a instalação de um cercado resistente, que permita apenas o acesso do bezerro ao cocho e com metragem de cocho adequada ao nível de suplementação proposto. A localização do cercado deve ser junto às áreas de descanso das vacas (malhadouro), às aguadas, ou nas proximidades do cocho de suplemento mineral de forma que a visita à estrutura seja mais frequente pelos bezerros que acompanham instintivamente as mães a estes locais.

O sucesso da suplementação em sistema de Creep Feeding depende dos bezerros consumirem, de fato, a ração oferecida. Para tanto, algumas práticas de manejo são sugeridas:

  1. Fornecer o suplemento “Creep” em cochos externos ao cercado nos primeiros dias de forma que as vacas também tenham acesso ao suplemento e estimulem os bezerros a fazê-lo.
  2. Reunir o lote de animais no entorno da estrutura no momento do fornecimentos nos primeiros dias.
  3. Utilização de ingredientes palatabilizantes (Ex: sucedâneos lácteos) na composição dos suplementos de forma a aumentar a atratividade do mesmo aos animais.
  4. Trabalhar com lotes de animais de tamanho adequado ao tamanho da estrutura de suplementação de forma permitir o acesso de todos os bezerros.
  5. Trabalhar com lotes de bezerros de idades e raças similares de forma a evitar dominância.
  6. Disponibilidade de cocho: no mínimo 30 cm/cabeça. Construir creep feeding com pelo menos 4 aberturas laterais (0,45m de largura e 1,2m de altura), cerca com 5 fios e cocho distante das laterais, no mínimo 2 metros. Estabelecer área interna útil de 2,5 m2 /bezerro dentro da unidade de creep feeding.

SUPLEMENTAÇÃO PÓS-DESMAMA

Na definição do programa nutricional a ser adotado no pós desmama faz-se necessário levar em consideração o objetivo final do processo, e o histórico nutricional dos indivíduos.

Este pode ser destinado desde a recepção de animais submetidos à desmama precoce ou convencional, tendo por objetivo, ou meta, o atingimento de pesos finais nesta fase dentro de um prazo determinado. Via de regra a fase de recria tem por objetivo final a entrega do animal para engorda ou reprodução.

DESMAMA PRECOCE

A desmama precoce visa especialmente a vaca, poupando-a de amamentar o bezerro,  permitindo, assim, que recupere seu estado corporal e manifeste cio. 

Uma prática a ser adotada neste tipo de estratégia é a utilização prévia do Creep Feeding ainda no período pré desmama, de forma que os bezerros estejam adaptados à suplementação no cocho.

No momento da desmama, indica-se a continuidade do fornecimento da ração Creep associada à disponibilidade de pastagem de boa qualidade. Caso não haja boa disponibilidade e qualidade de pasto, o fornecimento de volumoso é uma opção (feno, silagem). Em condições onde não é possível fornecer volumoso, o arraçoamento com ração 2% do peso vivo é uma opção também utilizada.

Esta estratégia de arraçoamento deve ser mantida até os bezerros atingirem a idade usual de desmama (7-8 meses).

Nestes suplementos destinados à desmama precoce, da mesma forma que no Creep, a utilização de sucedâneos lácteos e/ou palatabilizantes faz-se interessante a fim de estimular o consumo por parte dos animais. 

RECRIA

Existem várias estratégias possíveis de adoção pensando na recria dos animais. Para definição de qual seguir, faz-se necessário o entendimento do objetivo desejado. 

Neste momento o produtor pode lançar uso de Aditivos, Proteinados, Proteico Energéticos, Rações e Recria Confinada de forma a ajustar o sistema e propiciar os resultados zootécnicos/econômicos desejados.

Fonte: A.I.

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