in

Embrapa orienta produção de leite orgânico

Empresa tem apoiado formação de um cluster para o setor

Empresa tem apoiado formação de um cluster para o setor

Para estimular a produção de leite orgânico de forma sustentável e rentável, a Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), e a Secretaria de Inovação e Negócios têm apoiado a formação de um cluster para o setor. Com ele, são desenvolvidas pesquisas e realizado cursos de capacitação continuada.

De acordo com o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, André Novo, a proximidade entre a pesquisa, a extensão rural e a cadeia produtiva é uma estratégia eficaz para o crescimento da pecuária leiteira orgânica brasileira.

Com isso, no dia 11 de outubro, 42 produtores e técnicos concluíram o treinamento na área, iniciado em abril desse ano. Essa foi a segunda capacitação realizada pela empresa em parceria com a Nata da Serra, de Serra Negra (SP), a primeira propriedade orgânica participante do programa Balde Cheio. Com a formação desse grupo, mais de 80 pessoas, de vários estados brasileiros, foram capacitadas entre 2018 e 2019.

Salientado pela empresa, para fazer a conversão do sistema convencional de produção para o orgânico, é necessário um período de 18 meses, já que o produtor precisa efetuar mudanças. Como converter o solo e a pastagem, que dura cerca de 12 meses, e dos animais, cerca de seis meses, onde o pecuarista precisa trocar a medicação alopática por fitoterápica ou homeopática e a alimentação dos animais deve ser, em sua maioria, orgânica.

 O pesquisador Artur Chinelato de Camargo, da Embrapa Pecuária Sudeste, diz que os conhecimentos e as recomendações técnicas básicas são praticamente os mesmos para o convencional e o orgânico. A base para manter a produtividade é ter pasto de alta qualidade para alimentar o rebanho e fazer gradualmente o melhoramento genético das vacas. “A ordenha, irrigação, altura de entrada e saída dos animais dos piquetes de pastagem, os princípios são os mesmos. O que muda são as restrições do modelo orgânico”, ressalta.

Também é levantado que o bem-estar animal deve estar no topo das preocupações do produtor. Práticas de manejo racionais, com foco no respeito ao animal, precisam fazer parte da rotina diária da fazenda. Oferecer dieta balanceada e em quantidade adequada para as vacas, disponibilizar água de qualidade em bebedouros, que devem ser periodicamente limpos, ofertar sombra nas pastagens e no entorno dos currais para diminuir o estresse calórico, controlar ecto e endo parasitas, entre outras medidas são recomendadas.

Artur Chinelato ainda faz um alerta importante ao pecuarista que pensa em entrar no ramo: assegurar mercado para os produtos. A garantia de venda dos produtos é essencial, já que o custo de produção ainda é mais alto que no modelo convencional.

Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe feed&food.

IqPR apresenta alta de 0,43% em setembro

Sanphar lança solução anti-inflamatória para suínos