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Dois exemplos para sua empresa investir em energia solar

Companhias contam como investimentos beneficiaram o negócio e, ao mesmo tempo, o planeta
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Natalia Ponse

natalia@ciasullieditores.com.br

Um mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontou que a energia solar ultrapassou a marca de 20 gigawatts (GW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos no Brasil. 

Atualmente, o País possui mais de 1,8 milhão de sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental para cerca de 2,4 milhões de unidades consumidoras. Pelo mapeamento, a tecnologia solar fotovoltaica já está presente em 5.526 municípios e em todos os estados brasileiros.

O CEO da associação, Rodrigo Sauaia, acredita que o crescimento da geração própria de energia solar fortalece a sustentabilidade e protagonismo internacional do Brasil, alivia o orçamento das famílias e amplia a competitividade dos setores produtivos brasileiros. “A fonte solar é uma alavanca para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do País”, determina Sauaia.

Investir no formato traz uma série de vantagens significativas, e quem explica é o chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti. A estatal construiu uma usina fotovoltaica na sua sede, em Campinas (SP). Após um estudo, foi constatado que a iniciativa que geraria maior impacto, ou seja, que mais reduziria as despesas do centro de pesquisa, seria a instalação da usina fotovoltaica. 

“A energia solar é uma fonte renovável e sustentável que contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e ajuda a combater as mudanças climáticas. Além disso, ela é amplamente disponível, especialmente em países com alto potencial de radiação solar, como o Brasil”, resume Spadotti. 

Ele ainda salienta que essa opção oferece uma oportunidade única de diversificar a matriz energética, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover a independência nesse sentido. 

Embrapa Territorial construiu usina fotovoltaica em sua sede, em Campinas (SP) (Foto: divulgação)

“Do ponto de vista econômico, o investimento em energia solar pode resultar em economias significativas a longo prazo. Embora o custo inicial possa ser relativamente alto, como no caso da usina fotovoltaica instalada na Embrapa Territorial, o payback de cinco anos indica que o investimento pode se pagar ao longo da vida útil do sistema”, diz e acrescenta: “Em resumo, o investimento em energia solar é uma escolha estratégica que oferece benefícios econômicos, ambientais e energéticos, permitindo uma transição sustentável para o futuro”.

Para ele, ao escolher a energia solar, a Embrapa Territorial demonstra seu compromisso em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e preservar os recursos naturais, ao mesmo tempo em que permanece alinhada com os objetivos estabelecidos em acordos internacionais, como o Acordo de Paris e está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 7, da Agenda 2023, acordos dos quais o Brasil é signatário.

“A adoção de fontes de energia renovável contribui para atingir essas metas e posiciona a Embrapa Territorial como uma instituição comprometida com a sustentabilidade”, insere o chefe-geral.

A realidade é que o investimento em energia solar está alinhado com as demandas globais por mudanças em direção a um futuro mais sustentável. E essa é uma decisão alinhada não só com definições institucionais, mas também com a preferência cada vez mais crescente dos consumidores quanto à produtos e serviços com origens mais sustentáveis. 

As pessoas estão cada vez mais atentas para escolher produtos de alta qualidade, que estejam em sintonia com seu estilo de vida, ofereçam diferenciais de conceitos nutricionais e que sigam práticas sustentáveis, de impacto positivo ao mundo em que vivemos. 

“Com essa iniciativa, a PremieRpet, sozinha, passa a evitar a emissão de 16 mil toneladas de CO2 na atmosfera ao ano”, conta Madalena Spinazzola (Foto: divulgação)

A PremieRpet, por exemplo, é um importante player no segmento de alimentos naturais super premium para cães e gatos, na liderança do canal especializado. “Temos diferenciais únicos de sustentabilidade que nos acompanham desde sempre e avançamos a passos firmes. Seguimos com orgulho de sermos reconhecidos como referência ESG entre as indústrias brasileiras”, pontua a diretora de Planejamento Estratégico e Marketing Corporativo da PremieRpet, Madalena Spinazzola.

E, neste cenário, a companhia está inserida com um investimento significativo: é a única empresa do segmento no Brasil a utilizar energia solar, 100% renovável, sem emissão de poluentes, para o abastecimento de todas as fábricas.

“A decisão está conectada com nossa filosofia de existência”, resume Spinazzola. Há muitos anos, ela conta, a companhia investe em potentes iniciativas sustentáveis. O investimento foi feito na Usina de Castilho, a maior usina solar do Estado de São Paulo, que iniciou recentemente operações no município de Castilho. 

O formato de negócio é um contrato de fornecimento de longo prazo (PPA – Power Purchase Agreement) com a Comerc Renew, que construiu a usina. Castilho tem capacidade total instalada de 270 MWp e ocupa uma área de 690 hectares, equivalente a mais de 600 campos de futebol. Nesse local existem cinco unidades de geração e 600 mil placas de energia solar, sendo que, desse total, 120 mil placas são destinadas exclusivamente para suprir 100% da demanda das quatro fábricas da PremieRpet, localizadas em Dourado (SP) e Porto Amazonas (PR). 

Usina de Castilho é a maior usina solar do Estado de São Paulo (Foto: divulgação)

E o que isso representa na prática? “Com essa iniciativa a PremieRpet, sozinha, passa a evitar a emissão de 16 mil toneladas de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera ao ano. Esse número é equivalente ao consumo anual de 16 mil residências com média de 4 pessoas ou à absorção de CO2 realizada por 110 mil árvores durante 30 anos. Estamos muito orgulhosos desse impacto positivo para o meio ambiente”, afirma. 

Uma iniciativa que chama atenção pelo ineditismo no segmento, mas, como disse a diretora, não foi a primeira no leque sustentável da empresa. A companhia já conta com construções ecológicas com certificação LEED desde 2016, faz reaproveitamento da água da chuva através de lagoas de captação e telhados, utiliza eucalipto de reflorestamento para geração da energia térmica, adota embalagens sustentáveis e pratica a logística reversa.  

“Todas essas iniciativas estão em linha com o propósito e valores de existência da PremieRpet e fazem parte dos pilares de ESG da empresa. Temos muito orgulho de poder oferecer nossos alimentos dentro dos valores que a sociedade espera de uma empresa responsável e líder do setor”, insere Spinazzola.

Decisões como essas refletem a importância de práticas sustentáveis no mundo atual. Além de trazer benefícios econômicos e ambientais, esse tipo de investimento demonstra liderança e inspira outras organizações a adotarem soluções energéticas sustentáveis. A transição para a energia solar, por fim, contribui para um futuro mais verde, resiliente e alinhado com as necessidades globais de desenvolvimento sustentável.

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