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Desafios e conquistas marcam o cenário nacional da piscicultura

Estratégias em todo o território ajudam a alçar a atividade a novos rumos

Natália Ponse, da redação

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O Brasil concentra aproximadamente 13% das reservas de águas doces do mundo, contando também com mais de 8,5 mil km de costas. A piscicultura ainda movimentou, em 2016, R$ 4,3 bilhões, com geração de um milhão de empregos diretos e indiretos. Em 2015, a produção alcançou 63 mil toneladas. Os dados foram coletados pela Peixe BR (São Paulo/SP) durante 1º levantamento oficial da produção de peixes do Brasil.

Este cenário, junto ao trabalho árduo e diário dos produtores brasileiros, transforma o País em um potencial potencial player do mercado global, fornecendo alimento tanto para consumo interno quanto externo. De acordo com o Rabobank (São Paulo/SP), a piscicultura brasileira é uma “superpotência adormecida”. O crescimento na produção de tilápia, por exemplo, deve crescer 490 mil toneladas em apenas quatro anos; outro exemplo é o tambaqui, que também tem sua produção crescente devendo atingir 330 mil toneladas por ano, posicionando-se então como segunda opção em aquacultura. 

O potencial é bem distribuído no País. Apesar da região norte ser a maior produtora, é o Paraná quem lidera o volume piscicultor no Brasil. Com 93.600 toneladas de peixes cultivados, o Estado contou com projetos aquícolas independentes e cooperativas para superar as adversidades do ano. Em segundo lugar está Rondônia, com 74.750 toneladas (crescimento de 15% sobre 2015) com destaque para os peixes redondos, característica da atividade no Estado. Na terceira colocação encontra-se São Paulo com 65.400 toneladas produzidas e registrando crescimento de 9% ao ano, média tradicional para o Estado e com tendência de maior evolução por causa da assinatura de um decreto que regulamenta o licenciamento ambiental.

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