in

Crise hídrica pode impactar produtores rurais

Presidente da Faesp defende a importância de medidas para conter prejuízos decorrentes do cenário

O agronegócio oferece relevante sustentação ao PIB e à balança comercial e garante o abastecimento da população sem interrupções, mesmo com tantos desafios. Entretanto, diante do atual cenário de crise hídrica que se agrava pelo Brasil, o setor pode sofrer impactos, acarretando na quebra de safras e alta no preço de alimentos.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio de Salles Meirelles, destaca que o avanço da crise hídrica e o aumento na conta de energia acenderam novo alerta para os agricultores paulistas. “É preciso que as autoridades municipais, estaduais e federal atuem no sentido de fazer frente a esses fenômenos climáticos”, completa.

Energia elétrica em foco

Em relação a parte elétrica, o recente reajuste nos valores das bandeiras tarifárias vai provocar o encarecimento da energia elétrica. Nesse sentido, o reajuste para a bandeira vermelha – patamar 2 passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos, um aumento de 52%. “Os reajustes batem na cadeia produtiva e se estendem ao consumidor, que é quem compra carne no açougue e o arroz e feijão no mercado, e fica com a conta final. A crise hídrica deve ser observada com atenção pelas autoridades e medidas deverão ser tomadas, como a revisão das altas taxas de energia, por exemplo, para não causar o encarecimento dos alimentos”, explica Meirelles. “Também não desejamos que se imponham medidas restritivas à irrigação, pois isso traria grande impacto na produção de hortaliças”.

Além dos aumentos nas contas de luz, a crise hídrica faz redobrar a atenção com o uso múltiplo da água, principalmente nos reservatórios das Usinas Hidrelétricas (UHE), cuja a queda do seu volume útil pode provocar falta de abastecimento de água para a população; paralização na produção da aquicultura; interrupção ou diminuição nos volumes outorgados para a irrigação; restrições na navegação fluvial; e queda nas atividades ligadas ao lazer e turismo nos municípios onde se situam essas UHE.

Fonte: Faesp, adaptado pela equipe feed&food.

CONFIRA:

México deve potencializar compra de carne de frango brasileira

Faesp aponta preocupação com juros do Plano Safra

Fique por dentro das principais atualizações do mercado de proteína animal, acompanhe também: www.revistafeedfood.com.br

CARGILL

Exportações de carne suína registram alta de 13,2% em junho

Marfrig lança portal para pecuaristas