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Cresce índice de confiança do agronegócio

Projeções são calculadas pela Fiesp e CropLife

Projeções são calculadas pela Fiesp e CropLife

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela CropLife Brasil, alcançou  no terceiro trimestre o maior patamar da série histórica. Segundo pesquisa, o indicador subiu para 127 pontos, 15,3 pontos a mais que o registrado entre os meses de abril e junho.

A escala do IC Agro vai de zero a 200, e 100 é o ponto neutro. O resultado é dimensionado a partir de 1,5 mil entrevistas (645 válidas) com agricultores e pecuaristas de todo o País, além de cerca de 50 indústrias do setor.

O índice que mede especificamente a confiança dos produtores agropecuários subiu de 115,2 pontos, no segundo trimestre, para 132,7 entre julho e setembro. O indicador que inclui indústrias que atuam antes e depois da porteira subiu para 122,9 pontos no terceiro trimestre, 13,8 pontos a mais que no período imediatamente anterior.

“As relações de troca por insumos estavam em bons patamares para os produtores rurais, estimulando a negociação antecipada de fertilizantes e de parte dos defensivos não só para a safra atual como também para a próxima temporada”, afirma Christian Lohbauer, presidente da CropLife Brasil.

Os resultados positivos observados nas principais cadeias produtivas do campo em 2020, apesar da pandemia, e as boas perspectivas para o próximo ano, quando a colheita brasileira de grãos poderá bater um novo recorde em meio a preços elevados e câmbio favorável às exportações, estão entre pontos que favoreceram a elevação do índice.

“A percepção do mercado em geral para o PIB brasileiro em 2020 chegou o ponto mais baixo em abril e, desde então, vem sendo corrigida para cima, a partir de indicadores melhores do que os inicialmente projetados”, diz o diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro), Roberto Betancourt , em nota. O ambiente, em sua visão, no entanto, ainda é de incertezas e que a eventual consolidação de uma segunda onda de Covid-19 no País pode ter reflexos econômicos negativos.

Fonte: A.I., adaptado pela equipe feed&food.

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