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Controle térmico em aviários é destacado pela Cobb

Especialista em Ambiência da Cobb-Vantress na América do Sul debateu benefícios

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Campânulas mais econômicas e mais seguras, fornalhas com maior capacidade de aquecimento, exaustores capazes de gerar mais metros cúbicos de ar com menor consumo de energia, placas evaporativas cada vez mais bem dimensionadas, lã de vidro para melhorar em cinco vezes o isolamento térmico nos galpões, controladores cada vez mais tecnificados e com mais opções de controle. Essas são algumas das tendências que começam a ganhar a preferência avicultores dispostos a investir em novos galpões de olho em produtividade e bem-estar animal. Quem garante é o médico veterinário e especialista em Ambiência da Cobb-Vantress na América do Sul, José Luís Januário.

“Temos que conhecer os equipamentos disponíveis e relacionar com a ventilação, o que ajuda a manter o conforto das aves. Mas, é importante ressaltar que não adianta ter equipamentos se não há uma boa vedação e melhor isolamento das superfícies de teto, laterais e frente dos aviários. As cortinas devem ser muito bem instaladas para envelopar o galpão”, menciona. De acordo com ele, cortinas simples são menos eficientes. Para se ter uma ideia, o valor R, que é a resistência de troca térmica das superfícies, é menor que 1 com cortinas simples. Na cortina dupla, o ar entre as duas cortinas, tem esse valor pelo menos 2,5 vezes maior, o que garante mais eficiência e controle térmico.

Segundo Januário, as aves são responsáveis pela maior geração de calor dentro do aviário, e, em um galpão mal isolado, de 30% a 40% do calor vai entrar do exterior, pelo teto principalmente, para o interior, enquanto em um galpão mais bem isolado, no teto e nas laterais, esse índice de calor do sol que incide nas superfícies, vai ser menor ao redor de 10 a 15%. “Em galpões super bem isolados, teto com forro e uma camada de lã de vidro por exemplo, cerca de 90% do calor vem das aves e só 10% vem de fora”, pontua o especialista alertando que 10 a 15 centímetros de lã de vidro no forro é, ao menos, cinco vezes mais eficiente (valor R) que o conjunto de forro e uma telha galvanizada, ou aluminizada comum.

“O Brasil escolheu o jeito de ventilar dos americanos, tipo túnel, mas não copiamos o isolamento da maneira mais correta e eficiente. Muitos galpões foram copiados pela metade, mas isso está mudando. Deixamos de ser copiadores e começamos a fazer a coisa certa, vemos muitos produtores aceitando as novas tecnologias, como inlets, placas evaporativas. Estamos cada vez mais atualizados, entendendo o ambiente necessário para as aves. E os resultados aparecem e são constantes durante o ano inteiro”, acentua.

Ele lembra da necessidade de dominar a tecnologia de cada avicultor, mas destaca a necessidade de olhar com mais atenção para os sistemas de controle térmico dos galpões modernos. “Novos galpões estão aparecendo com melhores tecnologias. Materiais isolantes são usados com frequência cada vez maior no Brasil. Entretanto, é importante trabalhar com a realidade de cada um. O avicultor tem que aprender a dominar o que está disponível para ele naquele momento”, sustentou o profissional durante sua apresentação em webinar realizado pela Fundação Apinco de Ciência e Tecnologia Avícolas (Facta).

Fonte: A.I.

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