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Consumo de carne suína cresceu 30% no Brasil

Pesquisa sobre hábitos de consumo mostra oportunidades de expansão do setor

Pesquisa sobre hábitos de consumo mostra oportunidades de expansão do setor

Gabriela Salazar, da redação

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“Podemos continuar da forma que estamos, pois estamos no caminho certo”. A afirmação do especialista em Marketing de Alimentos, Francisco Rojo, exemplifica a sensação de dever cumprido sentida após a apresentação da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), na última quinta-feira (26), na Casa Bisutti, em São Paulo (SP).

Em sua fala durante a abertura, o profissional apresentou o estudo “Carne Suína: a atual visão do consumidor”, onde exibiu dados, até então, inéditos sobre o setor, que traduzem em números a pujança do segmento e o poder da comunicação assertiva.

Em quatro anos, o hábito de consumo da carne suína no Brasil cresceu 30%. Atualmente, o consumo da proteína ocorre a cada 7,5 dias. Um número bem diferente dos 13,6 dias registrados na pesquisa de 2008.

“O varejo evoluiu muito. O trabalho da Semana Nacional da Carne Suína é um exemplo que alcança não só as redes participantes, mas o varejo com um todo. É possível observar em muitos varejistas um trabalho semelhante ao que encontramos nas redes envolvidas”, relata Rojo.

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Mais de 1.200 lojas de varejo no Brasil aderiram à campanha (Foto: feed&food)

É possível crescer mais. Segundo o especialista, alguns pontos foram cruciais para a crescente do segmento e que podem levar a uma expansão ainda maior do consumo da carne suína no mercado interno. O principal deles é a saudabilidade, ressaltada, inclusive, pelos profissionais da saúde entrevistados durante a pesquisa.

A procura por alimentos mais saudáveis vai de encontro com a evolução da produção da carne suína. O produto vem sendo recomendado pelos profissionais da saúde como uma alternativa mais saudável, justamente pela valorização do processo produtivo controlado. Para Rojo essa é a maior oportunidade de crescente do setor no mercado interno.

“Saímos dos anos 50 onde tínhamos o suíno no chiqueiro, chegamos nos anos 90 com a percepção de uma carne não saudável, com muita gordura e altos níveis de colesterol, quando na realidade já existia um produto de melhor qualidade. Hoje, essa qualidade é inegável”, afirma.

Investir em praticidade também é uma aposta que tem trazido resultados perceptíveis e pode ser um nicho a ser trabalhado pelo varejo. A falta de tempo foi apontada na pesquisa como um motivador para o consumidor optar por produtos mais fáceis de se preparar. Ofertar peças fatiadas, embaladas e, até mesmo, divulgar os modos de preparo são opções que podem agregar mais valor ao produto.

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“O conhecimento dos formadores de opinião chega ao varejo, mas não no mesmo nível de quem conhece as características da carne suína”, enfatiza Rojo (Foto: feed&food)

Comunicação assertiva. Para o profissional, o grande desafio é tornar o consumo da carne suína um hábito. Um trabalho que deve ser realizado em conjunto por todo o segmento. As ações durante a SNCS são um exemplo deste trabalho informativo com o consumidor.

Nesta sétima edição, a campanha está ainda mais forte e deve alcançar 42 milhões de consumidores entre os dias 26 de setembro e 13 de outubro. Trazendo o tema qualidade na cadeia de valor, a ação conta com a participação de oito redes de varejo, somando ao todo mais de 1.200 lojas, que representam 40% do faturamento do varejo alimentício nacional.

Antes do período de promoção nas lojas, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), responsável pela campanha, realizou ações de capacitação com os colaboradores das oito redes participantes. Além do preparo dos colaboradores, que se mostram engajados com o projeto, as lojas físicas e  também os e-commerces recebem informativos exclusivos da campanha.

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