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Como as imagens por satélite podem ajudar a desenvolver uma pecuária mais sustentável

Joel Risso é diretor de Novos Negócios da Serasa Experian
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Diferentes tecnologias têm sido criadas e aplicadas no campo com o objetivo de melhorar a eficiência da atividade pecuária e atender critérios ESG. Mas não basta que os setores e empresas definam políticas ou compromissos socioambientais rigorosos, é preciso realizar um monitoramento confiável e seguro sobre a origem e a rastreabilidade temporal dos territórios para reportar dados verificáveis a fim de garantir um futuro mais sustentável para toda a pecuária.

Entender o status ESG de um imóvel rural que deseja, por exemplo, comercializar sua produção bovina é essencial, bem como verificar seu passado para antecipar riscos e obter transparência no processo produtivo, atendendo ao mercado comprador. As imagens de satélite podem falar muito sobre territórios, mas é necessário conhecimento, aliado à tecnologia para extrair informações úteis e confiáveis para o setor.

Nesse processo a coleta e o cruzamento de dados têm um papel importante relacionado à geração de análises. No entanto, usar imagens de satélite para monitorar áreas e comportamentos dos produtores é um grande diferencial, pois viabiliza o acesso de históricos e a comprovação de critérios socioambientais em diferentes níveis, estejam eles ligados às propriedades rurais, às características das culturas agrícolas, das áreas de pastejo ou dos parceiros e fornecedores, que podem ser diretos e indiretos.

Foto: divulgação
Há duas décadas, Joel se dedica ao estudo e ao desenvolvimento de soluções inovadoras em tecnologia para o agro e o meio ambiente por meio de dados, em especial imagens de satélite. (Foto: divulgação)

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e apesar da pecuária de ter evoluído no tema sustentabilidade ainda possui desafios ligados à rastreabilidade do boi – em quais imóveis rurais o animal foi criado e transitou – é possível destacar que as imagens de satélite e as geotecnologias auxiliam o entendimento da situação atual e do passado desses imóveis, além de antecipar riscos futuros, ajudando na tomada de decisão para reduzir o impacto ambiental das operações.

As análises feitas com base nas imagens de satélite possibilitam a extração de dados objetivos sobre a área plantada, antecipam tendências de mercado, monitoram mudanças no uso de terra e muito mais. Ou seja, esse modelo de monitoramento viabiliza a criação de estratégias de gestão alinhadas às melhores práticas ESG.

Importante lembrar que podemos combinar ferramentas, como aquelas baseadas eminteligência artificial (IA), para acessar mais insights. No entanto, para que a IA entregue bons resultados, é necessário ter dados referenciais de qualidade que treinem os modelos de aprendizagem. Quando falamos em IA é preciso combinar a tríade: conhecimento técnico do fenômeno estudado, base de dados de qualidade e tecnologia de ponta.

Além disso, a adoção de tecnologias ligadas à proteção do meio ambiente tem sido fomentada por todo o mercado, inclusive para o acesso às linhas de crédito, como mostram as novas regras de autorregulação estabelecidas pelos bancos e o próprio plano Safra (2023/24), que terá taxas menores para aqueles que buscam as melhores práticas sustentáveis.

A demanda por todas essas soluções, que podem atuar em conjunto, mostra um forte movimento para cultivar uma atuação mais harmônica entre a produção pecuária e o meio ambiente, garantindo ao país a manutenção das boas relações internacionais e, sendo assim, o sucesso dos negócios de exportação perante o mercado.

Fonte: MBPS, adaptado pela equipe FeedFood.

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