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“Comércio livre e justo”, defende ministra na FAO

Durante seu discurso, Tereza Cristina pediu fim do “protecionismo”

Durante seu discurso, Tereza Cristina pediu fim do “protecionismo”

A 41ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ocorreu em Roma no domingo (23) e contou coma participação da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, que defendeu o fim do “protecionismo”.

Para a ministra é necessário que o comércio agropecuário se torne mais “justo e livre” a partir do fim do protecionismo dos países desenvolvidos e da adoção de princípios científicos na regulação do comércio internacional de alimentos. Tereza Cristina afirma, ainda, que essas medidas são mais que necessárias para que nações pobres possam desenvolver seus setores agrícolas.

“Com o atual sistema baseado em regras sendo continuamente testado pelo poder daqueles Estados nacionais aderentes a um populismo regulatório, o Brasil está absolutamente convencido da necessidade de preservar o princípio científico na regulação do comércio internacional de insumos e alimentos”, pontua a ministra.

De acordo com a FAO, 821 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. Para a ministra, a organização deve assumir o papel de “foro incontornável para o desenvolvimento, para o apoio técnico na produção de alimentos sadios provenientes da agricultura, da pecuária e da pesca e aquicultura sustentáveis”, junto com outros organismos internacionais, como OIE, a CIPV e o Codex Alimentarius.

“O sistema baseado em ciência e em regras claras foi nossa resposta coletiva a um passado de risco e incerteza. Agora e no futuro, esse brilhante arcabouço deverá transformar-se na força que garantirá alimentos abundantes e de qualidade, levando o concerto das nações a, pela primeira vez na história, garantir a segurança alimentar de toda a sua população, sem descuidar da preservação de nosso patrimônio ambiental”, afirma Tereza Cristina.

Erradição da fome. A ministra salientou a importância da agricultura familiar como forma de erradicar a fome. Durante discurso, ela salientou que atualmente o País conta com 5,1 milhões de propriedades  familiares rurais, responsáveis pela renda de 40% da população economicamente ativa e pela maioria dos alimentos consumidos no Brasil.

“Esse modelo de sucesso é passível de ser replicado em outros países, sobretudo naqueles de menor desenvolvimento relativo. Para tanto, é crucial considerar agricultura e segurança alimentar conjuntamente às questões de comércio agrícola”, comenta.

A democratização da produção agrícola, segundo ela, passa pela inovação, que é a base do avanço da agricultura brasileira nas últimas décadas. “Com base nas conquistas das últimas décadas, podemos encontrar alimentos brasileiros nas mesas de mais de um bilhão de pessoas, ao redor do mundo, todos os dias”, ressalta.

Fonte: MAPA, adaptado pela equipe feed&food.

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