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Combate à influenza aviária exige união setorial

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A Influenza Aviária (IA), também conhecida como “gripe aviária”, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, muitas vezes resultando em graves consequências para a saúde animal e para a economia. A influenza aviária de alta patogenicidade é considerada exótica no Brasil. Nunca foi detectada no território nacional.

As aves migratórias podem estar infectadas pelo vírus da influenza aviária e desta forma contribuírem para a introdução e disseminação da doença para aves de subsistência e para aves comerciais.

Alguns fatores favorecem a transmissão da influenza aviária como, por exemplo, o contato próximo entre aves de vida livre infectadas com o vírus da influenza aviária com diferentes espécies de aves de subsistência.  Este é um fator de risco importante na disseminação da doença. Por esse motivo recomenda-se que as aves de subsistência sejam criadas em locais telados, com cochos e bebedouros protegidos do contato com aves silvestres.

Não há evidências de que a doença possa ser transmitida às pessoas por meio de alimentos devidamente manipulados e bem cozidos.

O período de migração de aves para o hemisfério sul iniciou em novembro e deve estender-se até abril. Recomenda-se ao avicultor reforço nas medidas de biosseguridade e olhar atento a qualquer mudança de comportamento das aves.

A influenza aviária de alta patogenicidade vem ocorrendo em diferentes partes do mundo e especialistas relatam que é o mais letal ciclo de influenza aviária da história, infectando também aves marinhas e alguns mamíferos selvagens.

Se a doença chegar aos plantéis comerciais trará um imenso impacto econômico com perdas para a cadeia produtiva. Destaca-se a importância do reforço das medidas de prevenção da doença em nosso país. Esforços conjuntos entre o serviço veterinário oficial, entidades de apoio e o setor produtivo são necessários, mitigando os riscos de introdução da doença através da aplicação de medidas de biosseguridade e amplo conhecimento da doença, principalmente, aos avicultores.

Por este motivo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforçou os procedimentos de biosseguridade aos setores da avicultura, com a máxima restrição de visitas de qualquer origem e atividade não ligada às empresas, tanto em granjas, fábricas de ração ou qualquer unidade produtiva.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou em 2022 o novo Plano de Vigilância para Influenza Aviária e tem promovido a capacitação e o treinamento de profissionais em todas as Unidades Federativas para o atendimento às suspeitas e resposta a situações de emergência em saúde animal.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) recomenda que suspeitas de ocorrência de influenza aviária sejam notificadas imediatamente. A detecção precoce permite uma rápida ação do serviço veterinário oficial. Qualquer suspeita de ocorrência de influenza aviária deve ser notificada imediatamente a qualquer Unidade Veterinária local da CIDASC ou pelo 0800 643 930.

O Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA), entidade de apoio ao serviço veterinário oficial, tem focado suas atividades na educação sanitária, orientando proprietários de avicultura de subsistência sobre os principais sintomas da doença e formas de minimizar o contato com aves silvestres.  Criatórios de subsistência devem ser preferencialmente cercados, com alimentação e água de qualidade e protegidas do acesso de aves silvestres.

O esforço de toda a sociedade catarinense, setor público e setor produtivo é de fundamental importância na garantia do padrão sanitário do nosso estado e na sua manutenção como protagonista no cenário internacional das cadeias de carnes, em especial, da avicultura.

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