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Circovirose suína exige protocolo de vacinação

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Foto: reprodução

A Circovirose suína é uma infecção viral causada pelo Circovírus suíno tipo 2 (PCV2), responsável por síndromes como a Síndrome de Refugagem Multissistêmica Pós-desmame, Mioclonia Congênita e a Síndrome da Dermatite e Nefropatia Suína. Com grandes impactos na suinocultura, a circovirose suína está disseminada mundialmente e em conjunto com a pneumonia enzoótica são duas das doenças de maior relevância para o sistema produtivo.

A doença afeta principalmente os leitões no final da fase de creche e no primeiro mês da fase crescimento. A mortalidade da doença geralmente fica entre 3% e 8%, mas pode superar 20% em plantéis não vacinados contra o vírus. Além disso, granjas que tenham outros problemas sanitários que possam facilitar a aparição de doenças oportunistas tendem a apresentar índices mais elevados de mortalidade, já que a Circovirose favorece a aparição de outras infecções.

“Os animais que sobrevivem à Circovirose apresentam falhas no seu desenvolvimento e geralmente, ficam fora do padrão de peso para a idade. Além disso, passam a ter o sistema imunológico comprometido durante toda a vida”, relata o médico-veterinário e gerente técnico de suínos da Ceva Saúde Animal, Pedro Filsner.

Em 2006 a infecção abalou a suinocultura mundial, causando na Europa prejuízos que ultrapassaram os 600 milhões de euros. Desde então, a adoção de vacinas específicas e maior rigidez no protocolo sanitário das granjas em todo o mundo têm tido papéis importantes na vigilância constante do vírus.

Como o circovírus suíno tipo 2 atua?

A transmissão do vírus pode ocorrer tanto de forma vertical, das matrizes para os leitões, quanto de forma horizontal, no contato direto de um animal sadio com as secreções oro-nasais de um animal já contaminado pelo circovírus.

Fatores causadores de estresse, como alta densidade, fluxo de ar reduzido, baixa qualidade de água e ração, mistura de lotes de diferentes origens e enfermidades concomitantes podem intensificar a disseminação do vírus, aumentando as manifestações clínicas da doença.

“De forma geral, os suínos contaminados apresentam depressão, perda progressiva de peso, respiração acelerada (taquipnéia) e consequente, dificuldade para respirar (dispneia). As mucosas podem estar ictéricas, a pele pálida, e os leitões entre 5 e 13 semanas de vida apresentarem quadros de diarreia. Na forma aguda ou sistêmica a perda de peso e desempenho pode resultar em perdas econômicas significativas”, explica Pedro.

Além desta sintomatologia, o médico-veterinário lembra de outras sintomatologias associadas ao PCV2: “Também são relatados distúrbios reprodutivos associados ao PCV2, como aumento na taxa de abortamentos, fetos mumificados e leitões natimortos. Problemas respiratórios, como o Complexo Respiratório Suíno (PRDC) e a Pneumonia Necrosante Proliferativa (PNP) também já foram associados às infecções pelo circovírus suíno no plantel”.

“A Circovirose é uma doença multifatorial, e como apresenta sintomas que podem ser similares aos de outras doenças, o diagnóstico diferencial é necessário para se ter a certeza de que o vírus que está acometendo os animais é o circovirus suíno e, mais importante, para que as medidas sanitárias correspondentes sejam aplicadas à granja”, reforça Pedro. “Também é de grande importância o isolamento dos animais doentes desde o início dos sinais clínicos, para evitar que outros animais se contaminem, e a constante vigilância do restante do rebanho”.

Não existe um tratamento específico para a circovirose suína, sendo a terapia de suporte a mais utilizada.

Redução da pressão de infecção nas granjas

O circovírus suíno é um vírus resistente a diferentes tipos de desinfetantes, com boa tolerância a temperaturas até 70ºC e mudanças de pH, o que dificulta a sua eliminação do ambiente. Desinfetantes a base de fenol, amônia quaternária, hidróxido de sódio, hipoclorito de sódio e agentes oxidantes possuem potencial para reduzir a carga viral presente no ambiente, mas não eliminam totalmente o vírus.

O papel da prevenção

A prevenção é a melhor estratégia para evitar os impactos da Circovirose. A adoção de medidas multifatoriais com investimentos no manejo, ambiente e nutrição adequados, associados à vacinação são indispensáveis e se mostram altamente efetivas.

Para auxiliar nessa missão, a Ceva, uma das maiores empresas de saúde animal do mundo e que é referência no desenvolvimento de soluções para manutenção da sanidade das granjas, oferece ao mercado a CircovacⓇ. A vacina confere proteção robusta aos suínos contra a Circovirose e protege os leitões pela vida toda. Além disso, a Circovac reduz a excreção viral dos animais que entram em contato com o vírus, o que auxilia na diminuição da pressão de infecção na granja. Circovac tem “C” de confiança, Circovac tem “C” de Ceva.

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