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China: mercado de mais de R$ 31 bilhões para o agro

Em missão no país, Tereza Cristina enfatiza: “Podemos oferecer muito mais”

Em missão no país, Tereza Cristina enfatiza: “Podemos oferecer muito mais”

“Podemos oferecer muito mais do que soja e carne para a China”, enfatizou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, durante o seminário sobre o comércio entre Brasil e China, realizado em Pequim, nesta sexta-feira (25).

A gestora da Pasta destacou durante o encontro o potencial brasileiro de produção de alimentos aliada à sustentabilidade. “O Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e ao mesmo tempo possui 66,3% do seu território coberto por vegetação nativa. Isso só é possível porque o produtor brasileiro produz ao mesmo tempo em que preserva”, afirmou.

No seminário, a ministra também falou da oportunidade de investimento no Brasil aos empresários chineses. De acordo com ela, o crescimento exponencial do setor agropecuários nas últimas décadas colocou o Brasil entre os líderes mundiais do setor.

O resultado alcançado, expôs a ministra, é fruto do casamento bem-sucedido entre recursos naturais abundantes, pesquisa científica de ponta e empreendedorismo dos agricultores. Nos últimos cinco anos os chineses investiram cerca de US$ 69,2 bilhões no Brasil, principalmente no setor energético.

“Queremos que o agro também se torne um setor prioritário para o investidor chinês”, acrescentou a ministra (Fonte: reprodução) 

A ministra ainda reforçou a oportunidade de investimento salientando o tamanho do mercado brasileiro. O Brasil detém um mercado interno com 210 milhões de consumidores e tem acesso a mais de 55 milhões de pessoas que vivem nos países vizinhos. O número de consumidores de produtos brasileiros deve crescer ainda mais nos próximos anos, em razão dos acordos comerciais Mercosul-União Europeia e com o EFTA (bloco integrado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein). Os dois blocos, juntos, somam 510 milhões de consumidores.

“A conclusão desses dois acordos é um sinal claro à comunidade internacional de que o Brasil está aberto ao mundo, em prol do livre comércio”, disse.

A soja e as carnes (bovina, frango e suína) concentram 96% dos produtos agropecuários vendidos aos chineses (Foto: reprodução)

Fonte: MAPA, adaptado pela equipe feed&food. 

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