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BRF faz recall de frango após identificar salmonela

Campanha vai recolher 164,7 toneladas no Brasil e 299,6 ton. exportadas

Campanha vai recolher 164,7 toneladas no Brasil e 299,6 ton. exportadas

Um tipo de bactéria salmonela foi identificada em lotes de carne de frango in natura produzidos entre outubro e novembro de 2018, no abatedouro de Dourados (MS). A BRF enviou um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informando a realização de uma campanha para recolher 164,7 toneladas de frango destinado ao mercado brasileiro e de 299,6 toneladas do produto para a exportação.

A medida foi anunciada com ampla publicidade, incluindo anúncio em jornais, e se posiciona como um marco da reestruturação da área de qualidade da companhia, iniciada após a chegada de Pedro Parente à presidência do conselho de administração, em abril do ano passado. A empresa brasileira foi acusada, no passado, de ocultar do público problemas desse gênero.

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O recall anunciado pela BRF ocorre quase um ano após a deflagração da Operação Trapaça, investigação da Polícia Federal (PF) que apura, entre outras coisas, fraudes cometidas por ex-funcionários da BRF para burlar os testes de salmonela. Em reação às descobertas da Trapaça, a União Europeia proibiu a BRF de exportar aos países do bloco (Foto: reprodução)

Mas, é perigoso? Do ponto de vista da saúde humana, a presença de salmonela não é necessariamente um problema. Se a carne de frango for cozida de forma correta pelos consumidores, a bactéria morre. Ocorre que, devido a maior risco de infecções intestinais, a legislação brasileira não permite a venda de frango in natura com a presença de dois tipos de salmonela que causam infecções: a enteritidis e a tifimurium.

No caso dos lotes de frango do recall, a presença de enteritidis foi detectada. Na prática, produtos com a presença desses dois tipos de salmonela só poderiam ser comercializados se tivessem sido cozidos na própria fábrica.

Fonte: Valor Econômico, adaptado pela equipe feed&food.

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