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Brasil aumenta vocabulário de agricultura em sistema da FAO 

Em atualização, idioma soma mais de 23 mil termos traduzidos
Equipe Feed&Food
Foto: reprodução

Atualmente, há mais de 23 mil termos traduzidos para o português do Brasil no maior vocabulário controlado mundial sobre agropecuária, o Agrovoc, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Número é resultado do trabalho de uma equipe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), composta por três analistas: Bibiana Almeida (Embrapa Territorial, Campinas, SP), Maria de Cléofas Alencar (Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna, SP) e Milena Telles (Sede, Brasília, DF). 

Como explica a Embrapa, nos dias 13 e 14 de julho, Almeida e Telles participaram da 6ª Reunião Anual da Comunidade Editorial do Agrovoc, na Alemanha. A ferramenta chamada tesauro, um dicionário específico de agricultura, é mantida há mais de 40 anos pela FAO, para uniformizar termos relacionados à área e facilitar o acesso a dados em diferentes domínios e idiomas.  

Com a viagem, Almeida e Telles voltaram com uma missão, compartilhada com Alencar e quatro europeus: revisar as diretrizes editoriais do Agrovoc. “Esse documento é revisado periodicamente, participamos da etapa final na última versão e, agora, fomos convidadas a integrar o grupo de trabalho desde o começo”, conta a analista da Embrapa Territorial. O centro de pesquisa de Campinas está hospedando em seus servidores o gerenciador de tarefas da revisão. 

As três profissionais da Embrapa também continuam o esforço de formar o vocabulário em Português do Brasil, no Agrovoc. Em 25 de julho, elas concluíram a preparação de 400 novos termos. O primeiro objetivo é incorporar todos os já disponíveis no Português de Portugal (pouco mais de 35 mil), única variante da língua disponível até 2021.  

A Gestão da Informação é uma das áreas que mais utiliza os tesauros (Foto: reprodução)

A adaptação para o Português do Brasil, como reforça a instituição, é necessária pelas diferenças tanto no uso da língua quanto na agropecuária em si. “Alguns ajustes são meramente ortográficos, como trocar “extracto” por “extrato”. Mas há diferenças mais significativas: enquanto no Brasil usamos creches para denominar certas instalações da criação de animais, em Portugal essas estruturas são chamadas de infantários”, destaca a Embrapa, ao pontuar que a equipe também já tem traduzido os principais novos termos incorporados ao vocabulário periodicamente e que estão relacionados ao cenário atual da produção rural e da pesquisa nacionais.  

“Atualmente, no idioma principal, o inglês, há quase 41 mil termos. Além disso, têm contribuído com a inclusão de glossários construídos pela própria Embrapa para segmentos específicos de sua pesquisa, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)”, finaliza.

Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe FeedFood.

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