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Auditores fiscais federais pautam mercado de trabalho

Durante última assembleia realizada pela AFFAS, condições trabalhistas foram ressaltadas

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Foto: reprodução

Na última segunda-feira (27), durante assembleia, 97% dos auditores fiscais agropecuários (AFFAS) votantes decidiram realizar a operação padrão em todo o País, a fim de manter o ritmo normal de trabalho somente nas atividades que podem afetar diretamente o cidadão, como a liberação de cargas vivas, fiscalização de bagagens de passageiros e de animais de companhia (pets). Entretanto, operação não atingirá cargas vivas, produtos perecíveis e o diagnóstico de doenças e pragas, para evitar comprometer programas importantes no Brasil contra a erradicação que poderiam por em risco as políticas sanitárias do setor agropecuário.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA), a decisão tomada durante a assembleia com votação eletrônica já havia sido cogitada em outros momentos, quando a categoria teria sido recusada no orçamento, Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022. 

O presidente do Anffa, Janus Pablo, reforça que a categoria não consegue entender o porquê do tratamento desigual, que pode comprometer o desempenho de um dos setores que mais contribuiu para alavancar a economia do País – o setor agropecuário, especialmente durante os efeitos da pandemia. “Importante destacar que o trabalho dos affas teve um impacto positivo na manutenção de 183 mil postos de trabalho no agronegócio e de R$ 87,5 bilhões no resultado da economia brasileira em 2020”.

O Sindicato destaca ainda que a carreira está sem reajuste salarial desde 2017, enquanto as demais carreiras de auditoria e fiscalização tiveram vencimentos corrigidos em 2018 e em 2019. Janus Pablo esclarece que a carreira vem trabalhando com déficit de 1.620 affas, com excesso de horas-extras e banco de horas, que na maioria dos casos, não podem ser convertidos em folgas, pela carência de servidores.

“Com a exclusão da nossa carreira do Orçamento de 2022 o Governo Federal emitiu um recado claro, de que não valoriza o trabalho dos affas e indiretamente, nem os resultados positivos alcançados pela cadeia produtiva do setor agropecuário”, avalia o presidente do Anffa e esclarece que nesse período de mobilização os affas atuarão obedecendo estritamente às leis que regem o serviço público, garantindo a segurança alimentar da população.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe feed&food.

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