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Aquicultura ganha sistema nacional de inteligência

Objetivo do projeto é impulsionar os números da produção aquícola

Objetivo do projeto é impulsionar os números da produção aquícola

Um mapeamento dos viveiros de criação de peixes e outros animais aquáticos, feito por satélite no Brasil, deve dar origem ao Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (SITE) da Aquicultura Brasileira. A plataforma, que está em construção, está sendo desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

As informações ficarão disponíveis em uma plataforma on-line, que abrigará vasta quantidade de dados georreferenciados sobre a atividade aquícola. O objetivo do projeto é utilizar os dados para impulsionar os números da produção aquícola do País.

A plataforma contará com os cinco quadros definidos na metodologia da Embrapa para sistemas de inteligência territorial estratégica: natural, agrário, agrícola, infraestrutura e socioeconômico. “Temos um conjunto significativo de dados secundários relacionados à produção agrícola, questões socioeconômicas e emprego para analisar a aquicultura nesses cinco quadros, integrando-os de forma coerente”, informa o analista da Embrapa Territorial (SP), Marcelo Fonseca.

O trabalho teve início em Rondônia, tendo como único filtro foi a retirada das áreas onde a aquicultura não é permitida, como as destinadas a Unidades de Conservação de Proteção Integral e Terras Indígenas. Feito isso, a equipe avaliou as imagens para identificar quais correspondem a viveiros escavados para aquicultura. Ao todo, foram encontradas 1.875 áreas, denominadas polígonos, representativas de viveiros com mais de um hectare, que somavam 8.138 ha.

Os resultados encorajaram a equipe a ampliar o projeto. A partir de um levantamento feito com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a Embrapa Territorial levantou os municípios que em cada estado respondem por 75% da produção aquícola. Na análise das imagens de satélite desses municípios foi aplicado um índice denominado NDWI, para destacar os corpos d’água.

Além disso, a análise também identificou os viveiros presentes nessas localidades. Somente nos 12 primeiros Estados mapeados, os analistas e colaboradores do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa analisaram mais de 40 milhões de hectares em 223 municípios e identificaram 7.871 unidades de produção aquícola – como foi denominado cada conjunto de viveiros.

As imagens utilizadas são dos satélites Sentinel 2-A e 2-B, com dez metros de resolução espacial. O estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária Henrique Carlsen, ex-colaborador do projeto na Embrapa, conta que, mesmo identificando o polígono como corpo d’água, ainda é preciso saber se realmente se trata de uma estrutura para aquicultura ou destinada a outra finalidade, como dessedentação animal e cultivo de arroz irrigado. Ele conta que o formato e a disposição das lâminas d’água são pontos-chave para diferenciá-los.

A geóloga Yara Cristina de Carvalho Novo, que também atua no projeto, afirma que essas características e a organização dos viveiros também permitem identificar o tamanho do empreendimento. Ela observou grandes diferenças, por exemplo, entre as unidades de produção no Ceará, maiores, e as do Paraná, de menor porte.

O grupo de pesquisa está vetorizando os viveiros (desenhando seus contornos), trabalho que gera uma tabela de atributos como a localização e a área de cada um. A base ainda deverá armazenar outras informações que trabalhos posteriores possam adicionar, aprimorando o conhecimento e construindo o referencial para gestão da aquicultura no Brasil.

Fonte: Embrapa, adaptado pela equipe feed&food.

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