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Análise aponta gargalos de setores produtivos  

Preço da carne bovina reage, mas valor médio da suína fecha abaixo do mês anterior 
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Preço da carne bovina reage na 2ª quinzena 

A primeira quinzena de junho foi marcada por quedas nos preços da carne bovina (carcaça casada do boi, negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo), resultado da pressão vinda da maior oferta de animais para abate. De acordo com levantamento do Cepea, os valores chegaram a operar a R$ 17,08/kg no início do mês, patamar nominal que não era observado desde o fim de dezembro de 2020. No entanto, as cotações da carne reagiram na segunda quinzena, cenário atípico para o período, e a carne operou na casa dos R$ 17,30/kg na segunda metade de junho. Segundo agentes consultados pelo Cepea, esse movimento de alta esteve atrelado a ajustes de estoques na indústria e no varejo. Além disso, as exportações de carne bovina em ritmo intenso também ajudaram a reduzir a disponibilidade interna da carne. 

Valor médio da carne suína em junho fecha abaixo do de maio 

O preço médio da carne suína comercializada no atacado da Grande São Paulo caiu de maio para junho. De acordo com levantamento do Cepea, na parcial do último mês (até o dia 26), a carcaça especial suína foi comercializada à média de R$ 8,89/kg, baixa de 8% em relação à de maio. Segundo pesquisadores, apesar da melhora na demanda pela proteína e do consequente avanço dos preços de grande parte dos produtos suinícolas na segunda quinzena do mês, os recuos observados nas primeiras semanas de junho – devido à oferta elevada – não foram revertidos. 

Desvalorização do frango vivo interrompe 4 meses de alta no poder de compra do avicultor 

Apesar das consecutivas quedas nos preços dos principais insumos da atividade avícola (milho e farelo de soja), o poder de compra do avicultor recuou em junho (média até o dia 26). Esse cenário esteve atrelado às desvalorizações ainda mais intensas registradas para o frango vivo. Ressalta-se que esse movimento interrompe os avanços consecutivos no poder de compra do avicultor, que vinham sendo verificados desde fevereiro deste ano. De acordo com os pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os valores da proteína veio da oferta elevada, cenário que vem sendo observado desde maio. Além disso, agentes da indústria têm reduzido os preços da proteína, visando escoar a carne e evitar o aumento dos estoques. Esse contexto levou à desvalorização do frango vivo.  

Preços do farelo de soja caem em junho; produção do grão deve crescer  

Os preços do farelo de soja recuaram em junho, influenciados, entre outros fatores, por expectativas de agentes de brasileiros de queda nas cotações da soja em grão, tendo em vista a maior produção. Além da possibilidade de oferta elevada, a desvalorização do dólar frente ao Real pressionou os valores da oleaginosa e dos derivados no mercado interno. Assim, consumidores de farelo de soja limitaram as compras do derivado. Considerando-se a média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo caíram 3,7% entre as médias de maio e da parcial de junho (até o dia 26). Em um ano, a queda é de 2,6%, em termos reais (calculado através do IGD-DI de maio/23). De acordo com a Conab, com o maior volume de esmagamento no País, a produção de farelo de soja deve somar 40,05 milhões de toneladas, 5,9% acima da registrada na temporada 2021/22. Quanto à demanda, 21 milhões de toneladas podem ser exportadas, e 18,1 milhões de toneladas devem ser consumidas internamente, também segundo a Conab. O USDA elevou a projeção da produção de farelo de soja do Brasil para o recorde de 41,45 milhões de toneladas na safra 2022/23. O volume exportado está estimado em 21,65 milhões de toneladas, e o consumo interno, em 20 milhões de toneladas. Em relação à temporada 2023/24, a previsão é de produção nacional de 43,2 milhões de toneladas do derivado, alta de 4,2% frente à da safra anterior. Na parcial deste ano (de janeiro a maio), o Brasil exportou 8,84 milhões de toneladas de farelo, um novo recorde em relação ao mesmo período de anos anteriores, conforme dados da Secex. 

Média da parcial de junho do milho ainda recua, mas valores começam a reagir 

As cotações do milho começaram a reagir no mercado interno na segunda semana de junho. Agentes demonstram preocupação com a safra dos Estados Unidos, cuja produtividade pode recuar, devido ao clima seco nas regiões produtoras do país. Assim, vendedores brasileiros passaram a reduzir as ofertas no mercado interno, com expectativas de aumento da demanda internacional. No entanto, as expectativas quanto à safra recorde – que já está sendo colhida em alguns estados, como Minas Gerais e Mato Grosso – prevalecem no Brasil. Com isso, apesar das reações na segunda quinzena de junho, os preços médios do mês ainda ficaram abaixo dos registrados em maio. A média parcial de junho (até o dia 26) do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas, SP) recuou 6% frente à de maio, para R$ 54,72/sc de 60 kg na parcial do último mês. Já no acumulado de junho (de 31 de maio a 26 de junho) o Indicador avançou 6,77%, a fechando a R$ 57,41/saca de 60 kg no dia 26.  

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