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Agentes federais garantem fiscalização de abatedouros

Missão coíbe abate clandestino e assegura medidas de higiene e bem-estar

Natália Ponse, da redação

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Estabelecidas todas as exigências antes, durante e pós abate, o portal feed&food agora mostra como os agentes federais, representando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), fiscalizam os procedimentos para garantir a melhor qualidade da carne, seja ela bovina, suína ou de frango.

Segundo informações do ministério, a ação de fiscalização já começa no transporte e no período de descanso, para verificar se o animal sofre stress desnecessário. O estabelecimento de abate é submetido a uma série de análises e exames para garantir ao consumidor final um produto de qualidade. São realizadas as inspeções “ante mortem” (antes do abate) e “post mortem” (após o abate). A inspeção “ante mortem” é fundamental para identificar enfermidades com sintomas claros em animais vivos e que após o abate apresentam pouca ou nenhuma alteração. Os exames evitam a entrada de animais portadores de doenças infecto-contagiosas na sala de abate (como raiva, tétano, carbúnculo etc), que além de atentar contra a saúde pública, contaminam as instalações e equipamentos.

Após o abate, durante a manipulação do animal, várias análises e exames são realizados em suas vísceras e gânglios, no sentido de garantir a qualidade do produto antes de ser colocado à disposição do consumidor. Após todos os exames, estando a carcaça apta ao consumo, esta recebe o carimbo de inspeção em partes pré-determinadas, e vai para a refrigeração, aguardando expedição para o consumo. Caso seja detectado algum problema, a carcaça é descartada e o médico veterinário responsável pela fiscalização toma as providências cabíveis.

No entanto, é importante ressaltar que as fiscalizações do MAPA referem-se apenas às produções que circulam entre Estados e para exportação, cabendo por Lei aos Estados (fiscalização de circulação intermunicipal) e municípios (apenas no município) o acompanhamento interno.

Tais medidas visam impedir o abate clandestino, realizado sem a inspeção de um médico-veterinário oficial, sem exame do animal antes e após a morte por parte de um servidor qualificado e treinado para a atividade. Os prejuízos deste método avançam à saúde pública, já que são efetuados em locais impróprios, sem estrutura adequada e sem higiene, resultando em contaminação  do produto e prováveis doenças nos consumidores, além da falta de tratamento dos dejetos resultantes do abate; à economia nacional, porque o abate clandestino muitas vezes é aplicado a animais roubados, prejudicando os produtores rurais, pela perda de seus animais e o Estado pela perda na arrecadação de impostos, gerando perda de empregos e prejuízo fiscal; além de prejudicar o bem-estar dos animais, já que não são aplicadas as técnicas apropriadas de abate e sanidade.

Os estabelecimentos registrados nos Serviços de Inspeção atendem as normas nacionais e internacionais de abate humanitário (abate sem sofrimento), utilizam estruturas e equipamentos adequados e funcionários treinados.  O Serviço de Inspeção Federal (SIF) atua junto a estes estabelecimentos garantindo o manejo seguro e ético aos animais que originam os alimentos.

Os riscos de consumir um produto de origem duvidosa são altos para a saúde do consumidor. A toxinfecção alimentar, por exemplo, pode levar à morte, entre outras doenças que são transmitidas dos animais aos seres humanos, causando uma série de problemas. Por isso o MAPA chama a atenção para a importância de o consumidor comprar o produto bem embalado, refrigerado e, principalmente, com o selo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, que atesta a qualidade, bem como do Organismo Estadual (SIE) ou Municipal (SIM) correspondente. Desta forma, também cabe ao consumidor atentar para os produtos comercializados, denunciando quando houver quaisquer irregularidades.

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