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A inteligência artificial já chegou no cooperativismo

Agilizando processos e aperfeiçoando dados, tecnologia eleva régua da produção brasileira
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Quem já “bateu um papo” com o ChatGPT, fez uma pergunta à Siri ou ao “Ok Google” sabe que, hoje, se olharmos com atenção, vivemos uma época com cara de ficção científica. “A Inteligência Artificial é uma das tecnologias de vanguarda na 4ª Revolução Industrial. Além de fazer parte da nossa rotina, promove uma grande movimentação na economia ao apoiar as indústrias com mais assertividade, melhoria de processos, aumento na qualidade e produtividade”, explica Felipe Couto, gerente do HUB de Inteligência Artificial Senai, localizado em Londrina. 

Chamada carinhosamente de IA, essa tecnologia confere agilidade nos processos, concedendo aos computadores e máquinas, habilidades humanas, como a audição, visão, capacidade de raciocínio e aprendizagem. Também promove segurança no ambiente de trabalho, automatizando máquinas e equipamentos, realizando manutenção programada e produzindo relatórios de desempenho em tempo real, indicando as melhores medidas a serem tomadas.

O aumento da qualidade e produtividade, então, nem se fala. O aproveitamento dos dados da operação para analisar o desempenho dos produtos e serviços leva à execução das melhorias necessárias. Além, é claro, do aperfeiçoamento de produtos e serviços, avaliando pontos fortes e fracos. Tudo isso leva a um outro benefício importantíssimo: a redução de custos. Utilizando menos recursos e buscando a mitigação dos erros, pode-se evitar desperdícios na operação. 

E, mesmo que a Inteligência Artificial ainda seja novidade para muitas pessoas, empresas de diversos segmentos já estão apostando nessa tecnologia para ganhar eficiência e produtividade. E o cooperativismo do agronegócio está incluso nesta lista.

Um exemplo é o projeto da Cooperativa Lar, intitulado “AvIoT: Avicultura Conectada, Inteligente e Otimizada”. O projeto foi contemplado em 2021 com uma premiação de R$ 300 mil no Edital de Concurso do Programa Agro 4.0 da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A submissão do projeto foi realizada em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Medianeira (UTFPR-MD), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil (INESC P&D Brasil) e a Trinovati Tecnologia Ltda.

Tendo como premissa a produção sustentável, nos aspectos econômico, social, ambiental e bem-estar animal, o projeto piloto AvIoT teve como objetivo obter uma forma mais especializada e otimizada de produção de  aves de corte, tendo em vista o aumento da qualidade dos frangos produzidos, maior lucratividade, maior controle sanitário dos ambientes de produção e atendimento aos preceitos do bem-estar animal. 

O projeto atua na proposta de monitoramento constante de fatores de ambiência em aviários, como umidade, temperatura, gases e qualidade da água. Os dados são coletados por sensores, armazenados em nuvem e, com o uso de inteligência artificial, analisados para se tomar a melhor decisão possível dentro de qualquer cenário. 

Para isso, os recursos de IoT foram utilizados em uma amostra de produtores associados à cooperativa para proporcionar o monitoramento constante da produção e o acionamento imediato de seus profissionais da área para atuarem no atendimento a situações não consideradas ideais ao  ambiente produtivo. 

Ainda, o armazenamento de dados em ambientes de Big Data possibilitou aplicar técnicas de IA e aprendizagem de máquina, para que se obtenha os melhores parâmetros e predição para produção de aves de corte, proporcionando melhorias constantes na qualidade e rentabilidade do produtor e da cooperativa, com o foco na homogeneidade de peso e qualidade.

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