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2021: tendências e expectativas em alta

Mesmo diante de imprevisibilidades, próximo ano deve ser de saldos positivo

Mesmo diante de imprevisibilidades, próximo ano deve ser de saldos positivo

Chegamos a mais um final de ano. De um ano atípico e cheio de nuances, comomercados oscilantes, alta demanda internacional e grandes negociações entre os produtores e os frigoríficos.

Em novembro, os frigoríficos buscaram derrubar o valor da arroba do boi em São Paulo e em outras praças. Produtores e frigoríficos aparentemente estão em tabuleiro de xadrez, onde cada movimento precisa ser pensado em sua consequência imediata, assim como seus desdobramentos.Algumas plantas chegaram a conceder férias coletivas para seus funcionários em decorrência da dificuldade de aquisição e negociação para o boi gordo.

Os repasses dessas altas pela indústria não vem acontecendo na velocidade que agrada o produtor e, aliado a escassez de chuva no período, muitos optaram por retirar o gado do pasto e terminá-lo no cocho. Considerando o câmbio oscilante e o produtor demandando nessa fase por milho e farelo de soja (commodities já negociadas) para a composição da ração animal, os produtores estão buscando um valor melhor para negociação de seus animais a fim de obterem não somente a lucratividade da operação, mas também sustentarem a operação que se encontra em curso e a todo vapor.

O que ocorre é que as margens operacionais junto aos frigoríficos se encontram apertadas em decorrência dos patamares atuais, em especial para as plantas que atendem ao mercado doméstico, o que desfavorece investimentos no segmento e favorece a redução das operações e concessão de férias coletivas.

São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás vêm passando por uma fase delicada nesse mercado por conta da oferta reduzida e das exportações aquecidas. Se não bastasse as questões relacionadas ao mercado, São Paulo entra em uma fase de apreensão pois, a partir de janeiro de 2021, o Estado retira o benefício fiscal da isenção do ICMS para alguns insumos, o que sinaliza aumento do custo de produção.

Adubos e fertilizantes, milho em grão, farelo de soja, sementes, produtos veterinários, defensivos e rações compõe a lista de alguns dos itens que passam de isentos para uma taxa de 4,14%. O óleo e o etanol, que tinham alíquota de 12%, vão para 13.3%.Essa taxação pode ser uma tendência no País e sinaliza que o milho poderá alcançar preço recorde nesse próximo ano.

Ainda no mercado do boi, a dependência de confinadores é maior, o que pressiona cada vez mais essa operação. Por outro lado, os embarques estão em direção de alcançar uma meta histórica ea tendência é elevar mais o preço da arroba do boi.

Com a oferta ainda limitada e o bom fluxo de exportação, a arroba do boi gordo pode até reagir em valorização, mas dificilmente alcançará os R$300 registrados no início de novembro. Há uma linha de tendência de alta para o próximo ano em razão da disponibilidade limitada de animais e a demanda do mercado internacional, em especial da China, que tem se posicionado como a principal importadora.

As tendências são de alta, assim como as expectativas. São dissonantes alguns interesses,mas, no entanto, todos convergem para uma expectativa de que 2021 seja um ano ainda melhor.

Autor: Reginaldo Ferreira Rocha é CEO, Consultor Empresarial e palestrante pela Ecco2 Gestão de Negócios Ltda, especialista em Gestão Executiva de Negócios, Marketing Estratégico e Estatística Empresarial- [email protected] – www.ecco2.com.br

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